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Sindicância do caso Erenice termina sem punições, informa Casa Civil:

Então é isso, a primeira notícia que vem lá do Planalto em 2011 é a de que mais um caso de corrupção e favorecimento sem punições, legal…

Imagem meramente ilustrativa

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Dilma venceu, principalmnte pela expressiva vitória conquistada nos estados nordestinos que acabou por superar sua derrota em colégios eleitorais maiores, o que deixa muito claro de onde provêem a grande maioria de seus votos, sem fazer qualquer tipo de juízo neste momento mas os resultados são claros. A se ressaltar a vitória da petista em Minas Gerais, antigo reduto tucano. A vencedora os parabéns e desejo de sucesso.

Em um eleição de baixissímo nivel em todos os aspectos, sem nenhuma proposta realmente diferente para os problemas estruturais e sociais do país, onde somente se propagou a manutenção da política de cartoes sociais e de abertura de estradas, um show publicitário onde se demonizou abertamente a atual forma de concessões para exploração petrolífera que não pára de gerar empregos tão comemorados pela situação. Uma campanha onde nenhum dos candidatos sequer ameaçou tocar na antiga promessa da reforma tributária, algo que realmente faria bem aos bolsos brasileiros. Uma campanha chula, de baixo nível ideológico e de teor quase bizzaro nos ataques pessoais entre os candidatos.

José Serra não é o grande derrotado destas eleições, não é possível nem ao menos izer que ele perdeu para sua rival sem carisma e brilho próprio. Serra foi derrotado pela figura de um presidente que não teve pudor em subir no palanque e fazer sua sucessora. Também não sai derrotado o PSDB em si, afinal é o partido que que a partir de 1º de janeiro próximo controlará o maior número de estados da federação e que conquistou enorme fatia do eleitorado nacional, óbviamente precisará nestes próximos 4 anos aprender a fazer uma campanha capaz de sensibilizar principalmente as camadas mais pobres do eleitorado se quiser novamente fazer um presidente.

O grande derrotado do pleito eleitoral foi sem dúvida nenhuma o ex- presidente Fernando Henrique Cardoso, que ao deixar o palácio do planalto optou por se retirar totalmente do palco político, uma opção pessoal e inquestionável mas quepermitiu que seus opsitores pudessem demonizar seus oitos anos de governo de forma irreversível na cabeça do eleitorado, mesmo que a atual situação mantenha na prática as mesmíssimas políticas econômicas e sociais, apenas com maior habilidade publicitária.

Não defender a própria obra e permitir que em cima dela se criem quaisquer verdades que se desejem foi uma escolha de FHC que ainda irá atormentar  por algum tempo seus correlegionários. Se afastar dos debates com os opositores permitiu que seu governo fosse equiparado a e até mesmo ser considerado inferior a governos como os de Collor e Sarney. Se retirar ainda que possa parecer uma atitude nobre é uma escolha que não acredito que Lulla também tomará. Lulla não permitirá que a oposição rotule tão facilmente seus 8 anos de governo e olha que etiqueta para ser fixada nas costas dos petistas é o que não falta.

Projeto de lei pretende definir novas regras sobre quem fica com a guarda dos pets em caso de separação do casal, sim guarda e não posse porque de acordo com essa nova lei os bichinhos deixam de ser analisados como bens onde quem tem a nota fiscal leva, na nova lei proposta pelo deputado federal Márcio França (PSB-SP) a propriedade é levada em conta mas não é o único fator a ser considerado, condiçõees de criação a até mesmo o afeto deverão pautar a decisão judicial em caso de discórdia entre quem fica com os mascotes.

O projeto pretende definir também coisas como horários e dias de visitas e obrigações financeiras como alimentação e gastos com veterinários, algo bem parecido como as decisões tomadas com relação a guarda de filhos.

Agora imagina: Após longa e estressante briga judicial, o cara perdeu mulher, carro, apartamento, parte do salário e ainda aparece um oficial de justiça dizendo que veio buscar o cachorro. Putz SE MATA!

Nessa caso a regra deveria ser clara, o cachorro fica com o homem e o gato com a mulher, simples e claro afinal ter gato está entre os doze sintomas do viado.

O cachorro não!!! Leva o gato.

Faz parte do processo político se posicionar, adotar um postura e uma opinião, e mesmo apoós muita reflexão se faria ou não isto neste espaço, optei por não esconder minhas preferências e melhor explicitar as principais causas de minha escolha no pleito do próximo domingo.

E não há como negar que minha escolha recaiu sobre o candidato José Serra do PSDB muito por causa da outra opção, em um eleição polarizada, onde apenas dois candidatos tem reais condições de chegar ao planalto. Respeito o crescimente de Marina Silva nas intenções de voto mas perdoem o trocadilho ainda a acho muito VERDE, se é que me entendem.

Não vejo motivos para mais quatro anos de continuísmo de um governo que  não apresenta os resultados que poderia, não vejo motivos para comemorar crescimentos da ordem de 5% enquanto todos os países do grupo “emergente” apresentam índices em torno de 7 a 10 % ao ano, aliás nesse ponto por diversas vezes nosso desenvolvimento foi menor que de muitas republiquetas ainda subdesenvolvidas.

Cansado de ver o assistencialismo descompromissado como única tentativa de inclusão social, dezenas de cartões e vales desperdiçando dinheiro público e onerando contribuintes a troco de nada. Assistência social é necessária, mas também se faz necessária a auto-determinação do cidadão, não basta ir ao banco todo dia 5 sacar um benefício pelo qual não se faz contrapartida.

Desmotivado após 8 anos em que não se tentou desonerar a carga tributária e pelo contrário se luta com todas as forças pela volta da CPMF, para financiar o agigantamento e um estado que já é enorme e caro de se manter.

Abismado com o uso político e imoral de cargos públicos e da máquina administrativa, desde instituíções e orgãos de basea até a ante sala da presidência. Se trocam as pessoas, um pouco de tempo, investigações demoradas e interrompidas por interesses partidários e se aguarda a nova polêmica em um ciclo que não mostra indícios de chegar a um final.

Incomodado com as tentativas de restringir as liberdades de imprensa e de opinião, através da criação de agências reguladoras que na verdade serão verdadeiros orgãos de censura a trabalho do governo, algo absurdo de se pensar nos dias de hoje mas que é levado muito a sério nos corredores do planalto.

Triste de ver meu país cada vez mais ligado a ditaduras totalitárias, a governos populistas e a regimes onde as restrições às liberdades individuais são cada vez maiores, nada me explica a abraço fraternal ao regime iraniano, o apoio aos desmandos chavistas, e o afastamento ideológico e principalmente comercial de economias muito mais viáveis e importantes.

Entre outras coisas eu escolho não apoiar o continuísmo, porque eu acho que meu país pode ser melhor visto, porque eu acredito que inclusão social não se faz somente com cartões de benefício, pelo fim do governo de “amigos” e porque eu acho que meu país pode mais.

Por isso em 3 de outubro eu votarei em José Serra.

Em breve retornaremos à programação normal.

Antes de ler saibam que Mape é 100 % AfroNegãomanoBlack, ou qualquer outra denominação.

O Senado aprovou na última semana o projeto de lei que cria o Estatuto da Igualdade Racial, o projeto segue agora para a sanção presidencial. Gostaria de comentar como o congresso está trabalhando nesse momento em que toda a atenção da mídia e consequentemente de grande parte da sociedade está focada na África do Sul e sua Copa, estranho porque quando estão todos olhando para eles o ritmo de trabalho é beeeem mais lento.

Mas o projeto de lei em sí merece questionamentos, não pelas intenções, que no fundo são muito válidas, mas ao ler os principais pontos desta lei e de qualquer outra lei de cunho anti-discriminatório sempre me pergunto o porque da necessidade de novas leis para “implementar” direitos e deveres que já são garantidos no texto constitucional e outras leis.

A nova lei cria dispositivos para reduzir a desigualdade racial, garante a liberdade de culto para religiões de origem africana, cria normas para o provimento de cargos e confiança e comissão para negros (cota?) e passa a considera a capoeira como desporto (???) e conde facilidades no acesso ao crédito e a terras para a população negra. Tudo muito válido mas já garantido pelos princípios constitucionais e outras leis por aí que obviamente não são aplicadas e cumpridas, o que nos leva a pensar se a nova lei será aplicada ou servirá para poucos se beneficiarem, um punhado de punições e quase nenhum avanço real.

Me preocupa o texto tão expressamente tratar de desigualde RACIAL e não de desigualdade SOCIAL, me soa temerário a concessão de “vantagens” a qualquer minoria, seja racial, sexual, religiosa. O acesso ao crédito é igual para pessoas em igual condição, assim como à terras para produção, a liberdade religiosa é garantida a todos, obviamente dentro de certos limites de convivio social. E a questão das cotas é algo tão polêmico que mereceria um post somente para isso.

Me parece mais uma lei em muitos aspectos inócua no já absurdamente extenso quadro legal brasileiro, que vai fazer muito barulho quando promulgada, mas ao que tudo indica de díficil aplicação. Será que vale somente a intenção?

Pode parecer piada, e é piada mesmo, mas já passou da hora de alguém chamar o presidente Lula em  canto e dizer para ele parar de fazer MERDA nas relações diplomáticas brasileiras. O vídeo abaixo produzido por um grupo de humoristas israelenses  demonstra como o Brasil começa a ser visto por diversos países enquanto se mantém na injustificada posição de apoiar não só o Irã, mas também governos com tendências totalitárias como a Venezuela de Chávez e a Bolivia de Evo Morales.

Será que só o Brasil está certo em achar que o maluco do Ahmadinejad não quer desenvolver armas nucleares? E mesmo se estiver não me parece uma posição inteligente se manter em embate com todos os outros países em favorecmento ao Irã que economicamente não é um parceiro tão bom assim para justificar tamanha abnegação.

E o Brasil que começou a decáda como uma voz emergente entre os países em desenvolvimento e um lider na América latina, se aproxima cada vez mais do mesmo isolamento dado aos nossos atuais “amigos”, cadeira no conselho de segurança da ONU é devaneio, nem no Mercosul estamos sendo bem vistos, do jeito que está Lula poderia dar um abraço no Kim Jong-il para ferrar com tudo de uma vez.

Ehhh, melhor não.

PS: Sobre o vídeo, o texto é muito engraçado e realista, a caracterização não é das melhores, mas o samba de Martinho da Vila é inconfundível.

A cada problema estrutural, a cada mazela social, em todas as feridas que se abatem sobre a população, ela sempre estará lá, pronta a explicar o inexplicável, justificar o injustificável, isentando de culpa os culpados e dissolvendo qualquer espírito de cobrança e luta por direitos, em uma calma e sufocante nuvem de conformismo e inaptidão.

É a demagogia, instituição serva da desculpa, auxiliar do descaso e companheira da incompetência pública nacional em simplesmente fazer o que é certo, punir quem deve ser punido, respeitar os direitos individuais de quem está correto, evitar que que condições não legítimas se perpetuem.

Exemplo? Há poucos anos o governo se sentiu incomodado com as mortes no trânsito (na verdade algum orgão internacional incomodou o governo). Diante disso poderia simplesmente aplicar a legislação vigente, com o já rígido código do trânsito nacional(sabia que no Japão não é nem necesário carteira para guiar diversos tipos de motoclicletas? e vejam os ídices de acidentes de transito na terra do sol nascente.). Poderiamos fazer cumprir a lei, mas não era necessário algo emblemático, algo impactante; então o governo colocou responsáveis e irresponsáveis todos no mesmo balaio, criou a lei seca, porque não era capaz de fazer cumprir a lei anterior, cerceou toda a sociedade com uma lei prática e de fácil execução, bebeu perdeu.

E no primeiro ano foi maravilhoso, índices de mortes no trânsito caindo, a publicidade estatal com estandartes comemorativos para adular a coragem governamental de tratar todos os irresponsáveis motoristas nacionais da mesma forma, como criminosos que são ao tomar dois copos de cerveja. O problema é que hoje os índices de acidentes de trânsito voltam a crescer, mas como assim Bial, se estamos todos sóbrios? Então a demagogia tem a resposta, imprudência, condições chuvosas, carros sem manutenção… Mas peraê, estradas mal conservadas e mal sinalizadas agora são problemas, e os caminhoneiros que fazem jornadas de trabalho de 24 horas também? E aquele código de trânsito maravilhoso que não está sendo aplicado? Não é inspecionado? Ao que tudo indica o problema é você e somente você que coloca seu carro nas ruas pronto a matar inocentes, seu irresponsável.

Poderia citar milhares de exemplos, desde a infindável guerra do tráfico aos problemas da saúde, passando pelo transporte público, pela carga tributária, pelos mensaleiros e políticos de cuecas cheia, pelos movimentos sociais que destroem plantações, todas as merdas coisas são devidamente explicáveis pela genial demagogia, não existe nada no mundo que não seja facilmente resolvido por esta ferramenta de persuasão, dane-se a razão e o racional, o discurso demagógico supera qualquer trauma.

Mas não poderia deixar de registrar a brilhante atuação desta arte do engodo que se agiganta perante tragédias como foram as torrenciais chuvas que assolaram o Rio de Janeiro na última semana. Esqueçam a impossibilidade técnica de se construir qualquer coisa em cima de um lixão, esqueçam também a afronta que isso seria a qualquer Plano Diretor Urbano, responsabilidade sócio ambiental também não se aplica. O que a exata ciência demagógica nos explica neste caso é a impossibilidade do poder público evitar que aquelas pessoas ali se instalassem haja visto a impopularidade qualquer ato neste sentido, na verdade era mais adequado promover a ocupação e com isto angariar simpatia e votos.

Bem votos foram realmente angariados, talvez tenham feito um vereador, ajudado um pouco na candidatura daquele deputado mequetrefe, mas o tempo passou, as chuvas vieram e com elas a cobrança de natureza por aquilo de errado que havia sido feito lá atrás, cobrança de forma cruel, impiedosa; mas esperada sob a ótica da mais rasa análise técnica que fosse feita da situação. Infelizmente análises e decisões técnicas não cabem no jeito nacional de promover crescimento, e agora resta acolher os sobreviventes, orar pelos que se foram e discursar de forma bonita e eloquente para jornais e revistas enquanto a poeira abaixa e a terra se assenta.

Não era melhor dizer anos atrás que não poderiam morar ali?

Será que algum dia haverá verdadeira coragem para se fazer o que é certo, na hora certa? Tomar atitudes impopulares mas que resguardem o futuro de cenas assim? Ou estaremos sempre esperando que o acaso, ou o clima ou seja lá o que for venha nos cobrar pelos erros cometidos?

Sei que discursos por mais belos, não irão recuperar os mais de 200 votos que foram enterrados no morro da Bumba na última semana.