Posts com Tag ‘Filósofo’

Qual a magia do Carnaval? A alegria ébria? A libertinagem coletiva? O despudor sexual? Talvez seja alguma dessa coisas, mas nesse carnaval acho que descobri que a verdadeira magia da folia está em uma frase que todos repetimos incesantemente mas na verdade poucas vezes acreditamos: Tudo é Possível.

E na verdade não acreditamos tanto assim nesta frase. Amarras, costumes e tradições, preguiça e medos nos fazem contradizer nossa declarada crença a todo momento, muitas vezes de forma inconsciente mas o fato é que não exploramos toda a gama de possibilidades que se descortinam à nossa frente em todo momento.

E o que faz o Carnaval? Ele liberta mesmo que seja por alguns dias das amarras dos medos e das inibições. Ok que muitos aproveitam somente para cair na mais deslavada e incontida esbórnia – total direito – mas de forma geral é um periodo em que  a cabeça pensa de forma diferente, mais leve, um periodo em que o “copo está sempre cheio“, literal e metaforicamente falando.

A magia destes dias está na liberdade, liberdade de voar sem lembrar do chão, liberdade de dizer sem medo da resposta, liberdade de sentir sem culpas ou desculpas, pois nestes dias realmente tudo é possível, somente porque nos permitimos que seja possível. A grande tarefa seria fazer nosso mundo funcionar assim nos outros 360 dias.

Nem me lembrava como era ter um Carnaval tão bom como este último e demorei para realizar em palavras tamanha satisfação, dificuldae de por em palavras o que já sabia desde a terça feira, após a ultima cerveja e uma despedida, caminhando de bermuda, chinelo de dedo, bem devagar para o leito de descanso, procurando explicações racionais para o que a razão não consegue explicar, afinal no Carnaval a gente costuma deixar a razão de fora das malas.

Mape Passou o carnaval na cidade de Cabo Frio – RJ, e guarda ótimas recordações destes dias.

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O último do Ano

Publicado: 30/12/2010 em Ohhhhhh!, Pensamento
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Eh, está acabando mais um, percebe como eles passam cada vez mais rápido, em uma sucessão vertiginosa, parece que foi ontem que começamos 2010 e daqui a pouco estaremos nos despedindo dele.

Pouco importam as promessas de ano novo que não foram cumpridas, e que provavelmente não serão cumpridas novamente em 2011. O que importa são as memórias, os momentos bons, os ruins e o balanço que faz entre eles.

Você se recorda de mais momentos bons ou ruins?

Pois são estes que ficam na memória, para o bem, para o mal e principalmente para o aprendizado pessoal, porque o dia a dia insosso passa tão depresa por nossos olhos que logo estaremos aqui nos despedindo também de 2011, e assim sucessivamente perdendo tempo através de nossos olhos desacostumados a buscar  detalhes que valorizem cada segundo que se esvai.

Então se deseja fazer uma promessa, faça essa: Prometa em 2011 cultivar os momentos, principalemente os bons pois os ruins não precisam de convite, e guarde eles na memória, pois são eles que farão que 2011 seja um grande ano.

Um muito Feliz Ano Novo.

E se o povo cantar vou colar minha boca na sua
Vou sentir o cheiro do povo,
Vou sair pra vida de novo
Fazer tudo que até hoje não pude fazer

Edward Murphy, segundo a maioria das pessoas concorda, era um engenheiro aeroespacial americano. A famosa lei atribuída a ele dita lá pelos anos 50 possivelmente é uma interpretação  da frase:

"Se há mais de um modo de se fazer um trabalho,
 e um desses modos resultará em desastre,
 então alguém o fará"

A lei de Murphy como ficou conhecida é uma assertiva sobre o principio do Desígnio Defensivo, onde (simplificando) se existem N possibilidades de resultado para um evento, deve-se presumir que ocorrerá o pior resultado possível, na verdade uma forma de sempre se surpreender de forma positiva (eis o otimismo disfarçado de Murphy). Esperar pelo pior é o que se ensina em qualquer cursinho de segurança de trabalho, significa estar preparado porque afinal “Merdas Acontecem” e com uma regularidade assustadora.

A Lei de Murphy: Se alguma coisa pode dar errado, dará.

Corolário: Se alguma coisa não pode dar errado, aí é que dará.

Paradoxo da Lei de Murphy: Se a Lei de Murphy pode dar errado, dará. Segundo Mape da pior forma possivel.

Extensão da Lei de Murphy: Se uma série de fatos pode dar errado, dará na pior sequência possível.

Corolário: Depois das coisas irem de mal a pior, o ciclo se repete.

Esse obviamente não conhece as leis de Murphy

Quer ler na integra? Clique aqui!

Post dedicado

Publicado: 10/12/2009 em Sem categoria
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O filósofo

Publicado: 12/08/2009 em Conto
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O pior de estar em um novo lugar é aquela sensação de ser um forasteiro no local onde sua vida está estacionada, você anda passa pelas ruas e sente como se soubessem que não é daquele local e isso parece trazer olhares desconfiados que só fazem aumentar a insegurança.

Este é um mal da vida moderna e dos locais onde a tal vida moderna está entranhada, mesmo em uma vila ainda provinciana como esta, onde não existe vida cultural a não ser pela ação de uns poucos obstinados, onde o comércio é um eco das mercadorias baratas que vem dos grandes centros e por aqui são vendidas a peso de ouro.

Em resumo sinto falta de fazer amizades simplesmente ao sentar em bar pra tomar uma cerveja, como daquela vez que em que conheci provavelmente o maior conhecedor da alma humana que já passou por esse mundo. A avenida estava cheia, os jovens ávidos por aventuras com o sexo oposto, alguns não procuravam o oposto, mas isso não vem ao caso, demonstravam posses e status como uma dança do acasalamento grupal.

Eu estava alheio a isso, na verdade olhava alguns rabos de saia, mas não seria naquela noite que me daria bem, não havia quem se encaixasse em meu perfil e nem estava disposto a gastar muito tempo de prosa fiada com as raparigas que por ali circulavam. Cheguei ao costumeiro balcão, o dono do bar já um amigo sabia exatamente meu pedido, após alguns cumprimentos sentei-me à uma mesa mais lateral para observar a noite e a agitação morna que ela trazia.

Quando ele perguntou se poderia sentar na cadeira vazia, trazia também sua própria cerveja. Naquele momento, naquele local nem cogitei qualquer maldade, coisa que fatalmente faria em qualquer outra localidade, mas não ali. O fato que ele discorria sobre temas desinteressantes e por vezes comentava sobre alguma formosa garota que passava, a barba não me permitia dizer sua idade, mas certamente se tratava de um quinquagenário.

As cervejas acabando, aquela conversa rasa sem fim, eu confesso que já me sentia incomodado com presença daquele senhor, quando ao se levantar ele disse a frase que passaria tempos em minha cabeça; disse ele:

“Nesta vida todos temos um jardim onde cultivamos nossas mais belas flores, por vezes plantas daninhas se sentirão no direito de invadir seu jardim matando suas flores, e por mais que doa tirar a vida dessas plantas é uma escolha necessária para resguardar a vida daquelas plantas que com tanto carinho você cultivou.”

Se levantou foi embora tropeçando, sem talvez se dar conta da grande verdade que acabava de me transmitir.