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Situaçao embaraçosa é minha pessoa em um chá de fraldas, antigamente era chá de bebê, onde os projetos de gente ganhavam inumeros chocalhos e chupetas, e as mamães reaproveitavam as fraldas lavando a caca na munheca mesmo. Hoje em dia tudo é descartável, pelo que aprendi um humano em miniatura consome de 5 a 8 fraldas dessas por dia e não irão ao WC sozinhos pelo menos até os sei lá quantos anos, daí a necessidade dos futuros pais criarem um quarto para o bebê e outro para um enorme estoque de fraldas.

Tudo muito legal, primeiro o cachorro quente, depois mais uma rodada de cachorro quente, acho que é estratégia embuchar os convidados de pão antes de servirem os salgadinhos mais gostosos e mais caros. Entre um gole e outro de guaraná descubro também que não é usual servir bebidas alcólicas nestes eventos, isso explica em grande parte a cara de velório estampada nas faces dos pais arrastados para tala evento, era uma carranca mais feia que a outra.

Mas estou aqui para falar sobre como as crianças de hoje tem um domínio constrangedor sobre seus pais, e quando estão em grupo e em ambientes públicos a anarquia está instaurada. Crianças correndo entre pais que mal se conhecem, geram desconforto e apreensão pois qualquer incidente será mote para obrigatórias desculpas das mais envergonhadas por parte dos agoniados pais.

O que você faria? Se hesitar perde.

Certo momento um dos muitos guris presentes resolveu fazer pirraça, sem motivo aparente, não havia brinquedos nem nada estava lhe sendo negado, só sei que o guri achou por bem se jogar no chão esperneando. Nesta hora parece que a festa pára, o som abaixa, as luzes ficam mais claras e tudo gira em torno do jovem casal de pais e a expectativa pela atitude que os mesmo irão tomar. Décadas atrás, umas palavras mais duras, um tom, mais grave, talvez uma palmada – não confundir com agressão, espancamento e coisas afins e o resto da noite de castigo, 5 minutos de buchixo e o resto da pimpolhada se comportando melhor por medo de serem os próximos a tomar um chá de cadeira.

Mas hoje , tempos em que é absolutamente vergonhoso não controlar uma criança somente com psicologia (???) os pais se entreolham um esperando que o outro tome uma atitude, o pai espera que a mãe converse porque afinal ela é mãe e deveria saber como controlar a criança com jeitinho. A mãe espera que o pai tome uma atitude afinal ele é o policial malvado, responsável pela disciplina e a ordem. No final parece que estão se perguntando onde diabos fica o botão de OFF do pequeno monstrinho que continua a se debater no chão.

E aí algo que poderia ser resolvido de forma rápida, talvez não indolor mas seguramente rápida, vira uma situação de agonia interminável, os pais tentam levantar o capeta a criança, que espertamente se comporta como um boneco e volta para o chão. São prometidos mimos em uma patética tentativa de chantagem. Em dado momento são explicitados as culpas tanto de pai quanto de mãe na criação de criança tão insolente.

Entre os outros pais as reações vão da solidariedade estampada em olhares; à sorrisos irônicos daqueles que o Dick Vigarista dava ao ver o Peter Perfeito entrar numa fria. Só não existe abertura para ajudar o casal, seria uma intromissão imperdoável que só aumentaria o constragimento alheio.

Enfim após minutos que pareceram dias, o diabinho moleque aparentemente sem motivação alguma resolve se levantar entre os atônitos pais que a esta altura já discutiam até mesmo os almoços dominicais na casa da sogra, e se dirige com um sorriso vitorioso para onde se encontram as demais crianças como quem vai contar uma grande vitória. Seguem-se conversas sobre como educar os filhos, dicas de livros, falam em acompanhamento com psicólogos. E então finalmente a mocinha que faz as vezes de garçonete traz meu terceiro cachorro quente.

Pequeno transgressor no momento em que repensa seus limites.

Mape é do tempo em que se amarrava cachorro com linguiça.

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