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Dia desses estava vendo um desenho animado qualquer, desses que eu via quando criança, e rindo uma risada gostosa, boba e sem sentido, daquelas que a gente dá quando se lembra de algo ou de um tempo muito bom.

Lembrei de meus antigos brinquedos, o cachorro xereta, o carrinho bate bumbo, aquele urso marrom sem nome, meus conjutos Lego, bonequinhos de heróis (quem chama de figuras de ação?), meus carros de controle remoto. A maioria se perdeu com tempo e o impulso infantil de destruir, mas ainda restam alguns em suas caixas, guardados, esperando que em um impulso eu os retire do alto do armário e lhes dê alguns minutos de vida.

Talvez aconteça, mas não acredito, a vida não permite tais retornos, somente os pensamentos podem fazer que aqueles bonequinhos lutem suas batalhas, os carrinhos corram velozes e a cidade de Lego tenha sua rotina inalterada dia após dia. Então eles continuam em dois lugares, em meus sonhos e pensamentos e naquelas caixas no alto do armário onde minhas mãos já não alcançam.

Difícil eleger uma música favorita do Skank, mas provavelmente seria essa.

Em paz eu digo que eu sou
O antigo do que vai adiante
Sem mais eu fico onde estou
Prefiro continuar distante…

A famosa Festa à Fantasia de Bom Jesus, que figura entra as maiores do país, há 13 anos literalmente parando a pacata cidade do norte fluminense.

Mape normalmente comete epic Fails quando se fantasia.

 

 

A banda modinha que eu mais curto, com uma das melhores músicas do cinema (não, eu não gosto do filme ok?) tinha que dar um post.

The Black Eyed Peas dando uma cara eletrônica ao hit do grande Bill Medley, vai tocar no meu som com certeza.

Now I’ve had the time of my life
No, I’ve never felt like this before
Yes I swear it’s the truth
And I owe it all to you

 

O que é bom tem que ser elogiado, então tenho que elogiar a iniciativa da prefeitura municipal de Campos dos Goytacazes em realizar Bienais do livro na praçã São Salvador, no centro da cidade, local de grande movimento e fácil acesso a toda a população.

Uma pena que somente 4 grandes livrarias/editoras tenham montadso estandes, o que significa que muitos estandes foram ocupados por vendedores de revistas, papelarias com cadernos do Justin Bieber, aliás Justin Bieber é o rosto mais visto em toda a bienal, para a alegria das adolescentes que simplesmente ignoram os livros para ficar correndo atrás de cromos do cantor mirim, realmente uma pena.

Os preços não estão tão convidativos, ou talvez eu esteja por fora do preço de livros, mas não é um ambiente para escolher livros, crianças correndo, professores a beira de um ataque de nervos, corredores estreitos e você fica sem a paz necessária para escolha de um bom livro.

Escolher um livro é quase como escolher um relacionamento, não vale a pena, retirar o livro da prateleira da loja para simplismente guarda-lo empoeirado na sua estante entre vários outros, um livro vala a pena quando ao final não ficam mémorias, mas sim registros, algo vivo, que sempre nos acompanhará e ajudará nas mais diversas passagens… nossa viajei rsrsrs.

Mas para não falar que não vi nada interessante, estava lá perdido no meio de livros de auto ajuda sobre relacionamentos, perdido mesmo pois não se trata disso, mas o título deve ter confundido aquelas aspirantes a modelo que são chamadas pra trabalhar nos estandes.

A mãe que entrou em órbita ou Como Casar com um Rapaz solteiro – João Bethencourt – não deve ser muito novo, mas tem o tipo de humor que me agrada, seco, de tiradas fulgazes, uma crítica social muito bem humorada, que logo no primeiro conto onde é introduzida a história do tal rapaz “solteiro” me levou a pensar: Ainda que seja difícil, certamente é muito fácil que se casr com um rapaz casado.

Vivemos de aparências, e não julgo isso tão errado quanto possa parecer, muitas vezes é realmente necessário, festas, bares, diversão, carros, dinheiro e toda a ilusão que faz parte dessa coisa que chamamos de vida, mas algumas vezes as máscaras caem simplesmente nos derrubando junto.

Um dia normal, em um local completamente comum, nada a se estranhar, a vida seguindo seu rumo como deve ser, não importam muitos os detalhes, o local, garanto que era tudo muito corriqueiro, uma praça, uma rua nada mais.

Quando se aproxima esta senhora, senhora de familia, uns cinquenta e todos ou sessenta e poucos talvez, dessas que a gente vê indo à igreja, morena, meio maltratada pela vida, mas com um sorriso simpático de quem não se permite mostrar abatimento.

Se aproximou, com qualquer frase dessas que a gente fala só por falar, e mesmo em um mundo onde desconfiamos de todos não fui capaz de repelir aquela senhora, sei lá porque só sei que  correpondi a sua simpatia.

Em certo momento ela diz que eu era um rapaz bonito, sem nehuma conotoção maldosa, tipo quando uma avô elogia um neto, agradeci a simpatia e a falsidade daquela senhora, não consigo perder um piada, mas logo em seguida ela emenda:

_ Pena que vai envelhecer rápido , pois seus olhos só refletem tristeza.

Embasbacado com aquela frase tão repentina quanto verdadeira, levei alguns segundos para responder que era somente uma fase, que já passava ou coisa parecida, embora soubesse eu que a velhinha estava coberta de razão e o pior que tal estado se tornara tão nítido que qualquer um poderia perceber.

Depois disso trocamos mais duas frases e ela seguiu seu caminho, me deixando só com minhas dúvidas.

Um dos estranhos acontecimentos da ultima semana.

Aprender

Publicado: 09/10/2010 em Pensamento, Vida real

Um post diferente no Rabiscunhando.

Aprender, este é o principal desafio no caminho de qualquer ser humano, no fim é a palavra que resume toda a história de qualquer pessoa, aprender a falar, aprender a andar, aprender a contar, aprender a se relacionar, aprender a cair e aprender a levantar.

Aprender com erros, pois os erros ensinam muito mais que os acertos, aprender a não tentar repeti-los e aprender a corrigi-los. Aprender que não há problema em voltar atrás, desde que o retorno seja sincero e aprender que um orgulho ferido dói, mas que consegue se recuperar.

Aprender a desconfiar e de quem desconfiar, de preferêncioa ao mesmo tempo em que se aprende a confiar e em quem confiar. Aprender que nem sempre o lobo é mau e que muitas vezes o cordeiro não é bom. Aprender que nós também podemos fazer com que o lobo fique bom e que o cordeiro fique mau, Aprender a assumir nossas culpas perante o lobo e o cordeiro.

Aprender que todos possuem segredos, e principalmente aprender que segredos não devem ser descobertos, devem ser revelados. Aprender que nem tudo lhe diz respeito, mas que certas opções depoem contra a privacidade. Aprender a compartilhar seus segredos e a rir desta dualidade.

Aprender que o mundo não gira em torno de ninguém e que suas vontades não são soberanas, aprender a não deixar a peteca cair quando algo não sai como planejado e a controlar o ego quando tudo dá certo. Aprender a perder,  aprender a vencer mas primordialmente aprender a jogar.

Aprender a dolorosa lição do tempo, que não se importa com nosso aprendizado, mas que permite muito mais do que imaginamos, o difícil é aprender que o tempo não nos aprisiona em passado, presente e futuro; somente leva aquilo sobre o que no fundo não temos mesmo controle ou seja o próprio tempo.

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Mape as vezes se cansa de aprender.

 

 

Estou kibando este vídeo que vi originalmente no próprio KibeLoco, onde o presidente Lula e o governador Sérgio Cabral, discutem, ironizam e menosprezam o garoto Leandro, em visita oficial que segundo os divulgadores do vídeo contava também com a presença da então ministra Dilma Rousseff.

Não sou capaz de afirmar a veracidade deste vídeo, se o som foi editado é coisa de profissional, mas se for verídico é um fato preocupante sobre a relação entre políticos e população, principalmente por envolver o chefe máximo do executivo federal e o governador de um dos mais importantes estados do país. Soa vergonhosa a forma como ambos se dirgem a alguém que não está lá para bater palmas e acenar mas sim questionar sobre seus próprios direitos.

Mape não vota em Lula nem em PT, e não pretende fazer campanha neste espaço, mas espera reealmente que este vídeo seja fake e se não for espero uma retratação pública, acho que todos deveriamos esperar pois aquele menino representa cada um de nós.

Todo pescador que se preze tem que colocar na maleta de apetrechos uma cámera fotográfica para registrar os peixes fisgados e evitar quaisquer gozações, que nem fizeram esses caras aí embaixo logo depois de passar na peixaria.

Mape já fisgou um lambari de 100 gramas.

E hoje começa definitivamente para a torcida brasileira mais uma Copa do Mundo, multidão nas ruas, vibrando, sofrendo, rezando, fazendo promessas, gritando, rindo, chorando; enfim torcendo.

Novo grito da torcida brasileira.

Falar em torcida me lembra a Copa do Mundo de 2002, aquela que foi organizada pela Coréia e pelo Japão, que tinha a familia Scolari, o gato Mestre, Ronaldo antes de levar bola nas costas, claro que o fato de termos sido campeões ajuda a manter a memória daquele torneio em um canto especial da memória (ah cantos especiais…), mas o que tornou aquela Copa realmente especial era o Horário em que eram disputados os jogos.

Com os jogos acontecendo sempre as madruagadas era possivel que verdadeiras multidões se aglomerassem nos locais onde os jogos eram transmitidos, ruas e bares cheios, telões disputados. Na época morava em Vitória-ES e o local onde a torcida capixaba se reúne é conhecido como Triângulo (das Bermudas) nome de um dos muitos bares existentes naquela região, quem passou uma noite sequer naquela ilha já ouviu falar deste local.

Lembro bem do jogo Brasil e Inglaterra, aquele em o que o Ronaldinho fez um gol sem querer encobrindo o Goleiro inglês Seaman (ninguém me convence que ele fez por querer), um dos jogos mais tensos daquele mundial ( a final contra a Alemanha foi moleza, valeu Kahn). Se bem me lembro o jogo terminou entre uma e duas da madrugada, e toda aquela multidão que passou noventa minutos de apreensão transformou aquelas ruas em um verdadeiro carnaval, óbvio que rolou muito beijo na boca, mas o legal é que era um carnaval em celebração, realmente comemorativo, onde desconhecidos se cumprimentavam com grande alegria.

Após os jogos a torcida se movimentava para a orla de Camburi, a praia mais famosa da capital, onde a comemoração continuava até o raiar do dia, ao som dos trios elétricos, felizmente Vitória nunca foi muito dada ao Funk, nada contra o ritmo carioca mas descaracteriza qualquer comemoração futebolesca. O nascer do sol se somava a alegria dos torcedores, alegria sincera, motivada, bonita, costruindo um perfeito amanhecer.

E os chefes sabiam que naquele dia não haveria expediente. Essa sim foi a Copa perfeita.

Torcida brasileira, coisa mais linda.

Agora é ver o as emoções que nos reservam esta Copa da África. Vamos Brasil!

Um post diferente de todos o que verão e virão por aqui no Rabisco.

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Corri sim, corri muito, o mais rápido que me era capaz.

Teria voado se asas tivesse, alto e para longe, na enorme vontade de me afastar.

Mas se Ícaro não conseguiu no alto se manter, não seria eu que conseguiria.

Minhas asas não derretem, pior é minha própria força que me trái

A vista embaralha, os músculos enfraquecem,

Quando os lábios tremem não é mais possivel segurar

A correria pára, a velocidade cessa e tudo me alcança

Tendo como única testemunha o pôr do sol, já que lágrimas não são eternas.

Um segredo perigoso, um segredo doloroso.

Vem a noite, vem velocidade, menor e mais calma, contida como o resto da vida

E na escuridão da estrada uma promessa silenciosa, feita à lua e suas estrelas

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