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Publicado: 12/06/2011 em Vida real

As vezes é assim, mesmo se tendo muito para falar, a vontade simplesmente não aparace, as vezes o conforto de ficar quieto se torna mais interessante, e as vezes falar para uma multidão não satisfaz tanto quanto falar para uma única pessoa.

Um tempo talvez, tempo para se satisfazer consigo mesmo, tempo para se re-descobrir,  tempo para avaliar os caminhos e como percorre-los.

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Ando excitado por estes dias, não no sentido sexual da frase (ao menos não o tempo todo), mas a proximidade de um evento esperado tem a cada momento gerado mais e mais adrenalina em minha circulação sanguínea.

O evento em sim será considerado algo simples pela maioria, boçal para alguns mas tentarei explicar o inexplicável. Estou ansioso para neste sábado assistir após dois anos a um show do BÍQUINI CAVADÃO na 47ª Exposição Agropecuária de Miracema – RJ.

Poucos diriam que o Bíquini é a sua banda favorita (acho que nem eu, ACHO), e poucos lembrariam de uma música deles em primeiro lugar de sua playlist, mas o fato é que o Bíquini Cavadão nunca me decpcionou, desde os tempos de muleque, na quase dezena de shows dos caras que eu tive o prazer de ir não consigo apontar um que não fisse memorável, seja pela zoeira, pela catarse, pelas músicas que dizem muito para o espírito jovem que emana e contagia do show, pelos amores vividos, pelos encontros e desencontros, em resumo por tudo.

Soa vago? Claro que soa, sentimentos são vagos, queria o que? Mas dentro de toda essa confusão sinto um expectativa de um reencontro, com quem? Comigo mesmo oras, encontrar com aquele garoto que foi em um show mal conheceno a história da banda e voltou de lá fã, reencontrar com aquele cara que junto com os amigos pulou abraçado gritando hinos juvenis, bater aquele papo com o jovem apaixonado que curtiu as baladas juntinho daquela moça bonita e até mesmo conversar o “adulto” que sempre que assite a esse show consegue viver novas aventuras e se lembrar de quem é, ou era, ou será… sei lá e o divertido é exatamente isso: Não saber.

Então hoje estou aqui contando as horas para pegar a estrada, botar o tênis, entrar naquele parque de exposição e me reencontrar, não que esteja perdido, longe disso, mas todos temo momentos em somos ainda mais nós mesmos, e nesse sábado terei um desses. Uhull!

Até semana que vem…

Absurdo, injustuficável e desumano são as palavras que descrevem o ato do jovem Wellington Menezes que tirou a vida de 12 crianças em uma escola no Rio de Janeiro esta semana. è o tipo de crtime que geracom razão comoção imediata e irrestrita de toda a sociedade, é imperdoável na mais ampla acepção da palavra.

Um crime que ainda irá gerar discussões intermináveis sobre as motivações que levam um ser humano a cometer ato de tamanha ojeriza, discussão ampliada pela carta de despedida do criminoso recheada de enlances religiosos que indicam o caminho fácil de se relacionar o acontecido com fanatismo religioso, estou até surpreso de niguem ter tentado ligar o crime ao cinema ou a algums video games.

Mas até agora ninguém comentou o cerne deste tipo de crime friamente premeditado, aquilo que impede a maioria das pessoas de cometer algo mas que aparentemente faltou em Wellington Menezes: HUMANIDADE, sim porque por maior que seja o estado de desespero em que se encontre uma pessoa se esta for dotada de o mínimo de sentimento de humanidade este sentimento não permitirá que se tire a vida de crianças inocentes muito menos permitirá que se faça isso de forma premeditada.

E como se perde a humanidade? Sim é preciso perder, porque me nego a acreditar que alguem nasça sem. Então todos temos sentimentos humanos desde o começo, e a estes sentimentos se somam valores que nos são passados pelo ambiente em nossa volta: pais, amigos, escola… Será que os pais de Wellington Menezes foram zelosos o suficiente? Não posso dizer. Será que a escola contribuiu de forma positiva na fomação deste cidadão? Não pelo que mostra o relato de um colega do tempo estudantil que se refere ao atirador como o bundão da classe, veadinho, estranho… Bullying não inocenta nem torna menor o crime de Wellington, mas é esclarecedor quanto a mostrar como a negligência é capaz de forma pessoas capazes de tais atos hediondos.

E religião é apenas uma muleta onde Wellington Menezes e outros se apoiam para justificar seus atos, assim como seriam os filmes e os jogos quando na verdade tudo está naquilo que internalizamos do mundo, naquilo que o mundo traz para nossa pessoa; e quem faz o mundo? Que mundo você está fazendo?

 

Nada Normal

Victor e Leo

Lareira pra acender,
Um céu pra se olhar
E tudo está tranquilo por aqui
Você vai me vencer,
Eu vou me apaixonar.
Não há mais o que decidir

Dos nossos lábios todas as palavras
Nada dizem
Aos nossos olhos tudo que já vimos
Foi vertigem
E é tudo tão real
Mas nada normal

Te lembro e já me sinto ao seu lado,
No seu mundo
Me identifico com você de um jeito
Tão profundo
E é tudo tão real
Mas nada normal

Você vai me vencer,
Eu vou me apaixonar.
Não há mais o que decidir

Dos nossos lábios todas as palavras
Nada dizem
Aos nossos olhos tudo que já vimos
Foi vertigem
E é tudo tão real
Mas nada normal

Te lembro e já me sinto ao seu lado,
No seu mundo
Me identifico com você de um jeito
Tão profundo
E é tudo tão real
Mas nada normal

Porque algumas coisas não são normais, mas são simplesmente reais…

 

É bom quando temos a oportunidade de ver algo que forma nem que seja por alguns momentos nosso cárater ou nossa personalidade ou nossa essência ou sei lá de que nome podemos chamar, nos importamos muito com nomes e palavras não é?  Quando existem tantas coisas que são mais importantes e passam despercebidas ou desapercebidas não me lembro qual o correto agora, mas aqui estou eu me preocupando novamente com palavras.

E porque ElizabethTown? A pelicula de 2005 que provavelmente está fadada a se tornar um clássico da sessão da tarde mas que sempre consegue me fazer parar em frente à Tv e destilar pensamentos sobre o tempo, sobre as pessoas, sobre a vida, sobre quase tudo.

Orlando “Legolas” Bloom vive Drew, jovem designer que vê sua promissora carreira ser total e publicamente destruída por um erro de projeto no calçado em que trabalhou por oito anos. A depressão causada pelo fracasso é grande mas logo em seguida Drew tem que lidar com o falecimento de seu pai e o contraponto entre estas duas situações gera a história do filme.

A viagem para os ritos funébres fazem com drem tenha contato com um passado e com relações humanas quase deixadas de lado não só pelo protagnista mas por quase todos  em um mundo onde o trabalho nos consome e o restante do tempo é utilizado para a ostentação vazia daquilo que conseguimos com o labor diário.

E porque sempre existe algo ou alguem especial, que nos possibilita ver adiante daquilo que estamos costumados, que altera nossa percepção sobre o cotidianao, Nesse caso esse alguém é Claire vivida muito bem pela linda Kirsten Dunst, a loirinha entra para balancar a vida de Drew e mostrar exatamente aquilo que falei lá no ínicio do post, que damos muita atenção para as coisas que definitivamente não merecem, tropeços e contratempos ganham o tamanho de montros assustudores enquanto a vida desfila seus sabores de forma incólume bem diante de nossos olhos.

Pois nem sempre tudo é perfeito, por isso celebramos as vitorias e as alegrias, e aprendemos a cada dia que os tropeços nada mais saõ que oportunidades para se levantar novamente.

Ahh e vale muito a pena ouvir a trilha sonora do filme, um espetáculo a parte:

Sim eu sei que o filme é velho, mas sei também que a hora certa de dizer as coisas é no exato momento em que elas vem a cabeça.

Qual a magia do Carnaval? A alegria ébria? A libertinagem coletiva? O despudor sexual? Talvez seja alguma dessa coisas, mas nesse carnaval acho que descobri que a verdadeira magia da folia está em uma frase que todos repetimos incesantemente mas na verdade poucas vezes acreditamos: Tudo é Possível.

E na verdade não acreditamos tanto assim nesta frase. Amarras, costumes e tradições, preguiça e medos nos fazem contradizer nossa declarada crença a todo momento, muitas vezes de forma inconsciente mas o fato é que não exploramos toda a gama de possibilidades que se descortinam à nossa frente em todo momento.

E o que faz o Carnaval? Ele liberta mesmo que seja por alguns dias das amarras dos medos e das inibições. Ok que muitos aproveitam somente para cair na mais deslavada e incontida esbórnia – total direito – mas de forma geral é um periodo em que  a cabeça pensa de forma diferente, mais leve, um periodo em que o “copo está sempre cheio“, literal e metaforicamente falando.

A magia destes dias está na liberdade, liberdade de voar sem lembrar do chão, liberdade de dizer sem medo da resposta, liberdade de sentir sem culpas ou desculpas, pois nestes dias realmente tudo é possível, somente porque nos permitimos que seja possível. A grande tarefa seria fazer nosso mundo funcionar assim nos outros 360 dias.

Nem me lembrava como era ter um Carnaval tão bom como este último e demorei para realizar em palavras tamanha satisfação, dificuldae de por em palavras o que já sabia desde a terça feira, após a ultima cerveja e uma despedida, caminhando de bermuda, chinelo de dedo, bem devagar para o leito de descanso, procurando explicações racionais para o que a razão não consegue explicar, afinal no Carnaval a gente costuma deixar a razão de fora das malas.

Mape Passou o carnaval na cidade de Cabo Frio – RJ, e guarda ótimas recordações destes dias.

Não sou de fazer jabá, mesmo se ganhasse algo para fazer pensaria duas vezes, mas existem momentos na vida em que as convicções pessoais tem que ser deixadas de lado para que possamos resgatar aquele pouco de humanidade que a correria do dia a dia ainda nos permite ter.

Não nego a importância de discutir e cobrar a responsabilidade das autoridades na recente tragédia que se abateu sobre as cidades serranas do Estado do rio de Janeiro, mas é preciso olhar a dimensão do ocorrido e entender que grande parte das construções não estavam nas chamadas áreas de risco e que as pessoas simplesmente não tiveram chance diante da fúria da natureza.

Abaixo publico parte do relato de um pai de familia que debaixo dos escombros viu  sua mulher e filhos morrerem a sua volta pedindo ajuda, este trecho já dá uma dimensão do sofrimento humano na região atingida, mas se ainda assm for insuficiente, recomendo que leia a edição de hoje (17/01) do jornal Extra.

Primeiro, desabou a casa do aposentado Cláudio Pereira Coelho, de 40 anos, arrastada pelos deslizamentos da última quarta-feira. Nas oito horas seguintes, foi seu mundo que veio abaixo. Após todo o tempo em que ficou soterrado com os dois filhos adolescentes, a mulher, e uma sobrinha, só Cláudio sobreviveu. Mas, como tudo no drama de proporções grandiosas que afeta a Região Serrana do Rio — até a noite de ontem, eram 634 mortos —, o destino lhe tirou os familiares com uma dose brutal de crueldade. No dia a dia, o casal Cláudio e Adriana era acostumado a conversar com os filhos à mesa de jantar. Mas o diálogo mais forte dessa família, nascida em Nova Friburgo de um amor fulminante na infância, ocorreu sob os escombros e a lama. “Papai, não me deixa morrer; me salva”, dizia Aleff Cirino Coelho, de 14 anos, que deitou a cabeça sobre o braço esquerdo do pai. “Calma, filho, eu vou gritar socorro; eu vou pedir para tirar você primeiro e depois eu”, disse Cláudio ao filho… (continua)

Eu posso dizer que amanhã estarei de volta com a programação normal do blog e da vida, Cláudio e outros sobreviventes da tragédia infelizmente não.