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Ando excitado por estes dias, não no sentido sexual da frase (ao menos não o tempo todo), mas a proximidade de um evento esperado tem a cada momento gerado mais e mais adrenalina em minha circulação sanguínea.

O evento em sim será considerado algo simples pela maioria, boçal para alguns mas tentarei explicar o inexplicável. Estou ansioso para neste sábado assistir após dois anos a um show do BÍQUINI CAVADÃO na 47ª Exposição Agropecuária de Miracema – RJ.

Poucos diriam que o Bíquini é a sua banda favorita (acho que nem eu, ACHO), e poucos lembrariam de uma música deles em primeiro lugar de sua playlist, mas o fato é que o Bíquini Cavadão nunca me decpcionou, desde os tempos de muleque, na quase dezena de shows dos caras que eu tive o prazer de ir não consigo apontar um que não fisse memorável, seja pela zoeira, pela catarse, pelas músicas que dizem muito para o espírito jovem que emana e contagia do show, pelos amores vividos, pelos encontros e desencontros, em resumo por tudo.

Soa vago? Claro que soa, sentimentos são vagos, queria o que? Mas dentro de toda essa confusão sinto um expectativa de um reencontro, com quem? Comigo mesmo oras, encontrar com aquele garoto que foi em um show mal conheceno a história da banda e voltou de lá fã, reencontrar com aquele cara que junto com os amigos pulou abraçado gritando hinos juvenis, bater aquele papo com o jovem apaixonado que curtiu as baladas juntinho daquela moça bonita e até mesmo conversar o “adulto” que sempre que assite a esse show consegue viver novas aventuras e se lembrar de quem é, ou era, ou será… sei lá e o divertido é exatamente isso: Não saber.

Então hoje estou aqui contando as horas para pegar a estrada, botar o tênis, entrar naquele parque de exposição e me reencontrar, não que esteja perdido, longe disso, mas todos temo momentos em somos ainda mais nós mesmos, e nesse sábado terei um desses. Uhull!

Até semana que vem…

Absurdo, injustuficável e desumano são as palavras que descrevem o ato do jovem Wellington Menezes que tirou a vida de 12 crianças em uma escola no Rio de Janeiro esta semana. è o tipo de crtime que geracom razão comoção imediata e irrestrita de toda a sociedade, é imperdoável na mais ampla acepção da palavra.

Um crime que ainda irá gerar discussões intermináveis sobre as motivações que levam um ser humano a cometer ato de tamanha ojeriza, discussão ampliada pela carta de despedida do criminoso recheada de enlances religiosos que indicam o caminho fácil de se relacionar o acontecido com fanatismo religioso, estou até surpreso de niguem ter tentado ligar o crime ao cinema ou a algums video games.

Mas até agora ninguém comentou o cerne deste tipo de crime friamente premeditado, aquilo que impede a maioria das pessoas de cometer algo mas que aparentemente faltou em Wellington Menezes: HUMANIDADE, sim porque por maior que seja o estado de desespero em que se encontre uma pessoa se esta for dotada de o mínimo de sentimento de humanidade este sentimento não permitirá que se tire a vida de crianças inocentes muito menos permitirá que se faça isso de forma premeditada.

E como se perde a humanidade? Sim é preciso perder, porque me nego a acreditar que alguem nasça sem. Então todos temos sentimentos humanos desde o começo, e a estes sentimentos se somam valores que nos são passados pelo ambiente em nossa volta: pais, amigos, escola… Será que os pais de Wellington Menezes foram zelosos o suficiente? Não posso dizer. Será que a escola contribuiu de forma positiva na fomação deste cidadão? Não pelo que mostra o relato de um colega do tempo estudantil que se refere ao atirador como o bundão da classe, veadinho, estranho… Bullying não inocenta nem torna menor o crime de Wellington, mas é esclarecedor quanto a mostrar como a negligência é capaz de forma pessoas capazes de tais atos hediondos.

E religião é apenas uma muleta onde Wellington Menezes e outros se apoiam para justificar seus atos, assim como seriam os filmes e os jogos quando na verdade tudo está naquilo que internalizamos do mundo, naquilo que o mundo traz para nossa pessoa; e quem faz o mundo? Que mundo você está fazendo?

 

Qual a magia do Carnaval? A alegria ébria? A libertinagem coletiva? O despudor sexual? Talvez seja alguma dessa coisas, mas nesse carnaval acho que descobri que a verdadeira magia da folia está em uma frase que todos repetimos incesantemente mas na verdade poucas vezes acreditamos: Tudo é Possível.

E na verdade não acreditamos tanto assim nesta frase. Amarras, costumes e tradições, preguiça e medos nos fazem contradizer nossa declarada crença a todo momento, muitas vezes de forma inconsciente mas o fato é que não exploramos toda a gama de possibilidades que se descortinam à nossa frente em todo momento.

E o que faz o Carnaval? Ele liberta mesmo que seja por alguns dias das amarras dos medos e das inibições. Ok que muitos aproveitam somente para cair na mais deslavada e incontida esbórnia – total direito – mas de forma geral é um periodo em que  a cabeça pensa de forma diferente, mais leve, um periodo em que o “copo está sempre cheio“, literal e metaforicamente falando.

A magia destes dias está na liberdade, liberdade de voar sem lembrar do chão, liberdade de dizer sem medo da resposta, liberdade de sentir sem culpas ou desculpas, pois nestes dias realmente tudo é possível, somente porque nos permitimos que seja possível. A grande tarefa seria fazer nosso mundo funcionar assim nos outros 360 dias.

Nem me lembrava como era ter um Carnaval tão bom como este último e demorei para realizar em palavras tamanha satisfação, dificuldae de por em palavras o que já sabia desde a terça feira, após a ultima cerveja e uma despedida, caminhando de bermuda, chinelo de dedo, bem devagar para o leito de descanso, procurando explicações racionais para o que a razão não consegue explicar, afinal no Carnaval a gente costuma deixar a razão de fora das malas.

Mape Passou o carnaval na cidade de Cabo Frio – RJ, e guarda ótimas recordações destes dias.

Em 2014 vamos ter a Copa, garanto que vai ser tudo maravilhoso, tudo funcionará absurdamente bem: transporte, informações, estadias; os gringos não terão do que se queixar porque nós estamos nos especializando em fazer exatemente isso, festas para os gringos, infelizmente logo que a festa acaba e se demonta o salão não sobra muito para aproveitarmos.

Chamam isso de organização?

E vai ser assim também com a venda de ingressos, teremos venda pela internet e outras canais que não exclusivamente as bilheterias dos estádios, entrega em diversos postos facilitando a vida dos torcedores expectadores e evitando a formação de filas intermináveis, catracas automáticas e funcionais tornando a entrada nos estádios um momento agradável e tranquilo, talvez tenhamos algum problema com cambistas, mas será algo bem menor do que a total esbórnia que vemos hoje.

Infelizmente todo o histórico indica que mais uma vez estas “comodidades” (pra mim isso seria algo de direito) ficará para o torcerdor brasileiro pós-Copa. Será um verdadeiro absurdo permanecer tendo cenas como a de hoje onde torcdores que desejam assitir á estreia de Ronaldinho Gaúcho pelo Flamengo se acotovelaram, sofreram, presenciaram toda a sorte de maus tratos e ilegalidades.

Este modelo de vendas exclusivamente em bilheterias de estádio com, em regra, apenas 3 dias de antecedência além de causar óbvios atropelos ainda alija da possibilidade de muitos poderem comprar seus ingressos diretamente da organização, porque durante a semana em horário comercial o normal seria poucos terem a oprtunidade ficar o dia inteiro em uma fila (verdadeiro bando de desocupados), ou seja muitos tem que recorrer para a safadeza dos cambistas se realmente desejar assistir in-loco o espetáculo futebolistico.

Se a venda pela internet ainda é um sonho, o mínimo que poderia ser feito é a venda pela rede de lotéricas, com geração eletrônica e dinâmica de tickets, não é difícil de fazer, cada lotéritica credenciada teria uma carga máxima de ingressos, assim não adiantaria formar filas quilométricas, seria necessário ir a outro de venda. Vendas por CPF, porque não? Inibiria a ação de cambistas e facilitaria a identificação do torcedor. E pricipalmente vendas antecipadas, se existe um caléndário do futebol não se justifica vender ingressos apenas na véspera dos jogos.

Não sou de fazer jabá, mesmo se ganhasse algo para fazer pensaria duas vezes, mas existem momentos na vida em que as convicções pessoais tem que ser deixadas de lado para que possamos resgatar aquele pouco de humanidade que a correria do dia a dia ainda nos permite ter.

Não nego a importância de discutir e cobrar a responsabilidade das autoridades na recente tragédia que se abateu sobre as cidades serranas do Estado do rio de Janeiro, mas é preciso olhar a dimensão do ocorrido e entender que grande parte das construções não estavam nas chamadas áreas de risco e que as pessoas simplesmente não tiveram chance diante da fúria da natureza.

Abaixo publico parte do relato de um pai de familia que debaixo dos escombros viu  sua mulher e filhos morrerem a sua volta pedindo ajuda, este trecho já dá uma dimensão do sofrimento humano na região atingida, mas se ainda assm for insuficiente, recomendo que leia a edição de hoje (17/01) do jornal Extra.

Primeiro, desabou a casa do aposentado Cláudio Pereira Coelho, de 40 anos, arrastada pelos deslizamentos da última quarta-feira. Nas oito horas seguintes, foi seu mundo que veio abaixo. Após todo o tempo em que ficou soterrado com os dois filhos adolescentes, a mulher, e uma sobrinha, só Cláudio sobreviveu. Mas, como tudo no drama de proporções grandiosas que afeta a Região Serrana do Rio — até a noite de ontem, eram 634 mortos —, o destino lhe tirou os familiares com uma dose brutal de crueldade. No dia a dia, o casal Cláudio e Adriana era acostumado a conversar com os filhos à mesa de jantar. Mas o diálogo mais forte dessa família, nascida em Nova Friburgo de um amor fulminante na infância, ocorreu sob os escombros e a lama. “Papai, não me deixa morrer; me salva”, dizia Aleff Cirino Coelho, de 14 anos, que deitou a cabeça sobre o braço esquerdo do pai. “Calma, filho, eu vou gritar socorro; eu vou pedir para tirar você primeiro e depois eu”, disse Cláudio ao filho… (continua)

Eu posso dizer que amanhã estarei de volta com a programação normal do blog e da vida, Cláudio e outros sobreviventes da tragédia infelizmente não.

Mais uma vez, e muito embora este não seja a hora de procurar culpados será que alguém pode dizer que não era esperado? Talvez não com esta dimensão mas todos os anos no periodo das chuvas as tragédias se repetem com maior ou menor intensidade, infelizmente desta vez o tamanho da destruíção é enorme.

Está chovendo mais como disse – levianamente – o prefeito de São Paulo? Não sei e neste momento sinceramente não importa, importava antes no momento de em que era possivel prevenir ou minimizar o acontecido. Importava quando se devia evitar construções e desmatamentos em terrenos inclinados, importava quando as prefeituras juntamente com a defesa civil deveriam ter colocado o bom senso acima de popularidade politiqueira e retirado muita gente de locais de risco.

Agora o que importa é ajudar as vítimas, recuperar o que foi destruído e conceder nossos sentimentos para aqueles que perderam algo que não pode ser recuperado ou reconstruído. Após isso poderemos parar, pensar e agir para que no ano que vem não tenhamos que lamentar novamente, como lamentamos ano passado e estamos lamentando agora.

O último do Ano

Publicado: 30/12/2010 em Ohhhhhh!, Pensamento
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Eh, está acabando mais um, percebe como eles passam cada vez mais rápido, em uma sucessão vertiginosa, parece que foi ontem que começamos 2010 e daqui a pouco estaremos nos despedindo dele.

Pouco importam as promessas de ano novo que não foram cumpridas, e que provavelmente não serão cumpridas novamente em 2011. O que importa são as memórias, os momentos bons, os ruins e o balanço que faz entre eles.

Você se recorda de mais momentos bons ou ruins?

Pois são estes que ficam na memória, para o bem, para o mal e principalmente para o aprendizado pessoal, porque o dia a dia insosso passa tão depresa por nossos olhos que logo estaremos aqui nos despedindo também de 2011, e assim sucessivamente perdendo tempo através de nossos olhos desacostumados a buscar  detalhes que valorizem cada segundo que se esvai.

Então se deseja fazer uma promessa, faça essa: Prometa em 2011 cultivar os momentos, principalemente os bons pois os ruins não precisam de convite, e guarde eles na memória, pois são eles que farão que 2011 seja um grande ano.

Um muito Feliz Ano Novo.

E se o povo cantar vou colar minha boca na sua
Vou sentir o cheiro do povo,
Vou sair pra vida de novo
Fazer tudo que até hoje não pude fazer

Impossível que alguem tenha sido capaz de se manter indiferente a recente explosão de violência urbana e a consequente reação do poder público na cidade do Rio de Janeiro, com farta cobertura midiática e exibição em tempo real de todos os eventos que formam uma verdadeira gerra civil na (outrora?) Cidade Maravilhosa.

Uma escalada de violência transmitida ao vivo e em cores para o Brasil e para o mundo, onde o poder paralelo do tráfico de drogas tenta – segundo dizem as autoridades – retomar o poder perdido pela atual política de segurança pública adotada pelo estado em diversas áreas da cidade.

Então todos pudemos assistir as imagens de helicópteros que exibiam dezenas de bandidos armados entricheirados no alto dos morros, enquanto as forças policiais começavam a subir para “tomar o território” sem cortes foi possivel praticamente vivenciar toda a operação, audiência recorde para as emissoras que transmitiam, um frenesi nos telespectadores que em grande maioria esperavam por um banho de sangue em pleno horário comercial, fato que até o momento não se consumou com a dramaticidade anunciada.

O que assistimos é na verdade a derrota de um modelo de segurança falho e incompleto, mas que servia de bandeira política de uma série de governos que nas palavras de nosso presidente “Nunca antes na história deste país” tiveram a ousadia de fazer o que realmente era necessário. As UPP´s embora necessárias  nãos seriam jamais suficientes se não viessem acompanhadas de uma real retirada de circulação dos bandidos (como fala também o colunista Reinaldo Azevedo).

Um modelo de segurança que serviu para acabar com o status quo de um cidade que sabia de suas mazelas mas que mantinha as aparências enquanto os bandidos ficavam no alto dos morros, não existe como esconder que a reação do estado somente se deu porque a violência chegou no asfalto, pertubando aqueles que não estão habituados a ser incomodados dentro de seus condomínios e carros.

Uma reação tomada em momento mais que proprício onde a população sentiu a necessidade de apoiar o estado representado pelas forças armadas, isolando os bandidos e legitimando a ação governamental. A mídia não realçou as perdas civis e erros policiais, preferindo sempre passar uma mensagem de esperança, promovendo a manutenção do espírito de união entre sociedade e estado necessário para a continuídade das operações.

Uma reação da sociedade, nãos sei se sensibilizada pelo anti-herói Cap. Nascimento e seus Tropa de Elite, mas muito bem vinda, já era hora da população entender que não cabe apoiar marginal, que embora possam existir alguns bandidos de farda a força policial ainda assim é uma opção melhor que qualquer bandido armado. Se existe uma imagem que me trouxe alegria nesta semana foi a de crianças recebendo os “heróis” da polícia com sorrisos e não com medo.

 

 

Dia desses estava vendo um desenho animado qualquer, desses que eu via quando criança, e rindo uma risada gostosa, boba e sem sentido, daquelas que a gente dá quando se lembra de algo ou de um tempo muito bom.

Lembrei de meus antigos brinquedos, o cachorro xereta, o carrinho bate bumbo, aquele urso marrom sem nome, meus conjutos Lego, bonequinhos de heróis (quem chama de figuras de ação?), meus carros de controle remoto. A maioria se perdeu com tempo e o impulso infantil de destruir, mas ainda restam alguns em suas caixas, guardados, esperando que em um impulso eu os retire do alto do armário e lhes dê alguns minutos de vida.

Talvez aconteça, mas não acredito, a vida não permite tais retornos, somente os pensamentos podem fazer que aqueles bonequinhos lutem suas batalhas, os carrinhos corram velozes e a cidade de Lego tenha sua rotina inalterada dia após dia. Então eles continuam em dois lugares, em meus sonhos e pensamentos e naquelas caixas no alto do armário onde minhas mãos já não alcançam.

Difícil eleger uma música favorita do Skank, mas provavelmente seria essa.

Em paz eu digo que eu sou
O antigo do que vai adiante
Sem mais eu fico onde estou
Prefiro continuar distante…

Dilma venceu, principalmnte pela expressiva vitória conquistada nos estados nordestinos que acabou por superar sua derrota em colégios eleitorais maiores, o que deixa muito claro de onde provêem a grande maioria de seus votos, sem fazer qualquer tipo de juízo neste momento mas os resultados são claros. A se ressaltar a vitória da petista em Minas Gerais, antigo reduto tucano. A vencedora os parabéns e desejo de sucesso.

Em um eleição de baixissímo nivel em todos os aspectos, sem nenhuma proposta realmente diferente para os problemas estruturais e sociais do país, onde somente se propagou a manutenção da política de cartoes sociais e de abertura de estradas, um show publicitário onde se demonizou abertamente a atual forma de concessões para exploração petrolífera que não pára de gerar empregos tão comemorados pela situação. Uma campanha onde nenhum dos candidatos sequer ameaçou tocar na antiga promessa da reforma tributária, algo que realmente faria bem aos bolsos brasileiros. Uma campanha chula, de baixo nível ideológico e de teor quase bizzaro nos ataques pessoais entre os candidatos.

José Serra não é o grande derrotado destas eleições, não é possível nem ao menos izer que ele perdeu para sua rival sem carisma e brilho próprio. Serra foi derrotado pela figura de um presidente que não teve pudor em subir no palanque e fazer sua sucessora. Também não sai derrotado o PSDB em si, afinal é o partido que que a partir de 1º de janeiro próximo controlará o maior número de estados da federação e que conquistou enorme fatia do eleitorado nacional, óbviamente precisará nestes próximos 4 anos aprender a fazer uma campanha capaz de sensibilizar principalmente as camadas mais pobres do eleitorado se quiser novamente fazer um presidente.

O grande derrotado do pleito eleitoral foi sem dúvida nenhuma o ex- presidente Fernando Henrique Cardoso, que ao deixar o palácio do planalto optou por se retirar totalmente do palco político, uma opção pessoal e inquestionável mas quepermitiu que seus opsitores pudessem demonizar seus oitos anos de governo de forma irreversível na cabeça do eleitorado, mesmo que a atual situação mantenha na prática as mesmíssimas políticas econômicas e sociais, apenas com maior habilidade publicitária.

Não defender a própria obra e permitir que em cima dela se criem quaisquer verdades que se desejem foi uma escolha de FHC que ainda irá atormentar  por algum tempo seus correlegionários. Se afastar dos debates com os opositores permitiu que seu governo fosse equiparado a e até mesmo ser considerado inferior a governos como os de Collor e Sarney. Se retirar ainda que possa parecer uma atitude nobre é uma escolha que não acredito que Lulla também tomará. Lulla não permitirá que a oposição rotule tão facilmente seus 8 anos de governo e olha que etiqueta para ser fixada nas costas dos petistas é o que não falta.