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Absurdo, injustuficável e desumano são as palavras que descrevem o ato do jovem Wellington Menezes que tirou a vida de 12 crianças em uma escola no Rio de Janeiro esta semana. è o tipo de crtime que geracom razão comoção imediata e irrestrita de toda a sociedade, é imperdoável na mais ampla acepção da palavra.

Um crime que ainda irá gerar discussões intermináveis sobre as motivações que levam um ser humano a cometer ato de tamanha ojeriza, discussão ampliada pela carta de despedida do criminoso recheada de enlances religiosos que indicam o caminho fácil de se relacionar o acontecido com fanatismo religioso, estou até surpreso de niguem ter tentado ligar o crime ao cinema ou a algums video games.

Mas até agora ninguém comentou o cerne deste tipo de crime friamente premeditado, aquilo que impede a maioria das pessoas de cometer algo mas que aparentemente faltou em Wellington Menezes: HUMANIDADE, sim porque por maior que seja o estado de desespero em que se encontre uma pessoa se esta for dotada de o mínimo de sentimento de humanidade este sentimento não permitirá que se tire a vida de crianças inocentes muito menos permitirá que se faça isso de forma premeditada.

E como se perde a humanidade? Sim é preciso perder, porque me nego a acreditar que alguem nasça sem. Então todos temos sentimentos humanos desde o começo, e a estes sentimentos se somam valores que nos são passados pelo ambiente em nossa volta: pais, amigos, escola… Será que os pais de Wellington Menezes foram zelosos o suficiente? Não posso dizer. Será que a escola contribuiu de forma positiva na fomação deste cidadão? Não pelo que mostra o relato de um colega do tempo estudantil que se refere ao atirador como o bundão da classe, veadinho, estranho… Bullying não inocenta nem torna menor o crime de Wellington, mas é esclarecedor quanto a mostrar como a negligência é capaz de forma pessoas capazes de tais atos hediondos.

E religião é apenas uma muleta onde Wellington Menezes e outros se apoiam para justificar seus atos, assim como seriam os filmes e os jogos quando na verdade tudo está naquilo que internalizamos do mundo, naquilo que o mundo traz para nossa pessoa; e quem faz o mundo? Que mundo você está fazendo?

 

Alguns dizem que se deve dizer adeus no auge, quando tudo ainda parece perfeito, teorizam que assim se deixará saudade e curiosidade de como poderia ter sido aquele passo adiante, o que poderia acontecer se o esforço durasse mais algum tempo. Outros preferem esgotar tudo, saturar até o ponto em que a despedida deixa de ser uma opção e passa a ser o único caminho a ser tomado, muita vezes tomado com agressividade que deixa mágoas. De qualquer maneira nunca é fácil dizer adeus, tchau ou o que for.

Hoje se depede dos campos um dos grandes do futebol, apesar de ser um traidor da Nação Rubro Negra (e sempre será lembrado e esculachado por isso) é inegável que Ronaldo o Fênomeno, está entre os maiores jogadores de todos os tempos, um dos pioneiros em uma era de pop stars da bola, o maior artilheiro em Copas do Mundo, um guerreiro com incontáveis voltas por cima, que cometeu o pequeno erro de se apegar demais a própria capacidade de renascer.

Há dois anos atrás Ronaldo teria parado em meio á elogios, hoje tudo o que gera é um pequeno desconforto entre aqueles que sabem que se depede um grande jogador, mas entendem que o momento atual não comporta as homenagens que talvez fossem devidas.

Vai curtir a aposentadoria com tranquilidade Ronaldo, cuidar de sua extensa prole, cultivar sua enorme pança, aproveitar os agitos que a brilhante carreira lhe concedeu, claro que pequenos cuidados serão necessários e evitar certas “damas de paus” mais ainda, mas pode ir tranquilo, porque dentro de campo você foi um dos melhores.

Em 2014 vamos ter a Copa, garanto que vai ser tudo maravilhoso, tudo funcionará absurdamente bem: transporte, informações, estadias; os gringos não terão do que se queixar porque nós estamos nos especializando em fazer exatemente isso, festas para os gringos, infelizmente logo que a festa acaba e se demonta o salão não sobra muito para aproveitarmos.

Chamam isso de organização?

E vai ser assim também com a venda de ingressos, teremos venda pela internet e outras canais que não exclusivamente as bilheterias dos estádios, entrega em diversos postos facilitando a vida dos torcedores expectadores e evitando a formação de filas intermináveis, catracas automáticas e funcionais tornando a entrada nos estádios um momento agradável e tranquilo, talvez tenhamos algum problema com cambistas, mas será algo bem menor do que a total esbórnia que vemos hoje.

Infelizmente todo o histórico indica que mais uma vez estas “comodidades” (pra mim isso seria algo de direito) ficará para o torcerdor brasileiro pós-Copa. Será um verdadeiro absurdo permanecer tendo cenas como a de hoje onde torcdores que desejam assitir á estreia de Ronaldinho Gaúcho pelo Flamengo se acotovelaram, sofreram, presenciaram toda a sorte de maus tratos e ilegalidades.

Este modelo de vendas exclusivamente em bilheterias de estádio com, em regra, apenas 3 dias de antecedência além de causar óbvios atropelos ainda alija da possibilidade de muitos poderem comprar seus ingressos diretamente da organização, porque durante a semana em horário comercial o normal seria poucos terem a oprtunidade ficar o dia inteiro em uma fila (verdadeiro bando de desocupados), ou seja muitos tem que recorrer para a safadeza dos cambistas se realmente desejar assistir in-loco o espetáculo futebolistico.

Se a venda pela internet ainda é um sonho, o mínimo que poderia ser feito é a venda pela rede de lotéricas, com geração eletrônica e dinâmica de tickets, não é difícil de fazer, cada lotéritica credenciada teria uma carga máxima de ingressos, assim não adiantaria formar filas quilométricas, seria necessário ir a outro de venda. Vendas por CPF, porque não? Inibiria a ação de cambistas e facilitaria a identificação do torcedor. E pricipalmente vendas antecipadas, se existe um caléndário do futebol não se justifica vender ingressos apenas na véspera dos jogos.

Depende,  mas nunca entre os logos dos Jogos Olímpicos cariocas e o logo da fundação Telluride, se existe plágio ele se usa do quadro A Dança (La Danse), aliás dois quadros pintados entre 1909 e 1910, do pintor francês Henri Matisse.

Muito embora para um público leigo o olhar de duas formas parecidas remeta imediatamente a palavra plágio , eu prefiro dizer que a obra de Matisse é uma inspiração, para ambos os logos, não se sabe até que ponto ainda iremos evoluir em meios de representação gráfica, mas é certo que muitas das soluções já estão por aí e já foram utilizadas uma ou outra vez em algum canto do mundo.

Então como definir o que é plágio e o que é inspiração? Infelizmente a resposta para isto está justamente naquilo que um simples olhar não revela, a resposta está na pesquisa, no desenvolvimento, no amadurecimento da idéia que se deseja retratar de forma gráfica. Nesse ponto acho uma solução bastante feliz a encontrada pela equipe da Tátil, onde vemos os já batidos sol, mar e montanha (esperava o que? flocos de neve?) juntamente com uma idéia de união muito bem representada.

A mineirinha de Sete Lagoas, dona de uma beleza cativante e uma voz apaixonante promete estourar nas paradas e nas vendas neste ano que se inicia, e para falar a verdade não seria necessário nem a super-exposição midiática das últimas semanas muito menos o totalmente desnecessário suposto affair com Roberto Carlos (ah os milagres da medicina hein Rei?).

Mape está definitivamente apaixonado por estes cachos.

Cantando um repertório sertanejo mais tradicional que atual tendência universitária, com um timbre romantico capaz de amolecer o coração dos mais duros cowboys, a moça é aposta certa de sucesso não só nas próximas semanas como também quando o verão se for e com ele o reinado do axé e do funk se extinguir para dar lugar a musicalidade mais invernal.

Uma campanha publicitária que já passou por diversos países do mundo com resultados distintos, chegou ao Brasil através da ATEA (Associação Brasileira de Ateus e Agnósticos), que pretendia exibir as peças em São Paulo, Porto Alegre e Salvador, digo pretendia pois em São Paulo e Salvador a veiculação já foi rechaçada (e não duvido que em PoA o desfecho seja diferente).

O conteúdo das peças é raso, muito diferente do nivel de racionalismo que se espera de Ateus e Agnósticos, o discurso apresentado é agressivo e discutivel, algo que os próprios agnósticos debateriam mas que bate de frente exatamente no pensamento religioso difundido para a grande massa, questionando pontos como a intolerancia, o caráter e a liberdade de pensamento e expressão.

Apesar de esperado o veto deste tipo de publicidade no Brasil não deixa de ser lamentável. Lamentável porque limita a expressão de pensamento de uma parcela já considerável da população impedindo inclusive que se construa debates mais saudáveis sobre o tema fugindo do fanatismo presente em ambos os lados da discussão.

O que é bom tem que ser elogiado, então tenho que elogiar a iniciativa da prefeitura municipal de Campos dos Goytacazes em realizar Bienais do livro na praçã São Salvador, no centro da cidade, local de grande movimento e fácil acesso a toda a população.

Uma pena que somente 4 grandes livrarias/editoras tenham montadso estandes, o que significa que muitos estandes foram ocupados por vendedores de revistas, papelarias com cadernos do Justin Bieber, aliás Justin Bieber é o rosto mais visto em toda a bienal, para a alegria das adolescentes que simplesmente ignoram os livros para ficar correndo atrás de cromos do cantor mirim, realmente uma pena.

Os preços não estão tão convidativos, ou talvez eu esteja por fora do preço de livros, mas não é um ambiente para escolher livros, crianças correndo, professores a beira de um ataque de nervos, corredores estreitos e você fica sem a paz necessária para escolha de um bom livro.

Escolher um livro é quase como escolher um relacionamento, não vale a pena, retirar o livro da prateleira da loja para simplismente guarda-lo empoeirado na sua estante entre vários outros, um livro vala a pena quando ao final não ficam mémorias, mas sim registros, algo vivo, que sempre nos acompanhará e ajudará nas mais diversas passagens… nossa viajei rsrsrs.

Mas para não falar que não vi nada interessante, estava lá perdido no meio de livros de auto ajuda sobre relacionamentos, perdido mesmo pois não se trata disso, mas o título deve ter confundido aquelas aspirantes a modelo que são chamadas pra trabalhar nos estandes.

A mãe que entrou em órbita ou Como Casar com um Rapaz solteiro – João Bethencourt – não deve ser muito novo, mas tem o tipo de humor que me agrada, seco, de tiradas fulgazes, uma crítica social muito bem humorada, que logo no primeiro conto onde é introduzida a história do tal rapaz “solteiro” me levou a pensar: Ainda que seja difícil, certamente é muito fácil que se casr com um rapaz casado.