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Coisas que não verei no cinema

Publicado: 11/06/2010 em Filmes
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O reboot de Karatê Kid, com o filhote do Will Smith na papel título e Jackie Chan como o Sr. Myagi (perdoe eles Pat Morita, eles não sabem o que fazem). Mas se existe algo que eu não consigo entender é porque o KARATÊ Kid, vejam bem KARATÊ, luta Kung-fu?

Kung-Fu????? Ora bolas desde que o mundo é mundo e Chuck Norris vive que todos sabemos que o bom e velho KARATÊ humilha essa frescura de Kung-fu.

E ninguem nunca sobreviveu ao discordar de Chuck Norris, certo Bruce Lee?

Muitas pessoas acham que o tempo é como um rio, que anda calmamente e sempre em uma direção. Mas eu vi na face do tempo e posso lhes garantir, eles estão errados.
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Filmes baseados em games nunca foram exatamente um receita de sucesso, seja pela dificuldade de adaptar o roteiro, seja pela incapacidade de transmitir o tipo de de emoção que os jogos transmitem para as grande telas.

Prince of Persia- The Sands of Time tinha estes dois caminhos, o do roteiro ou o da emoção gamer e ficou com o segundo, até porque para quem joga a série do príncipe sem nome nos consoles sabe que é apenas um sequencia de puzzles para chegar ao final e salvar a princesa, roteiro quase inexistente. O que fizeram o produtor Jerry Bruckheimer e o diretor Mike Newell foi dar ao estonteante visual que o game já possuía um mínimo de embasamento histórico para encaixar uma trama já meio batida nos cinemas, traição familiar, busca por justiça e um romance que se desenrola enquanto os capangas vão morrendo.

Dito tudo sobre o roteiro, o que importa é o visual, as locaçoes externas são perfeitas, assim como a caracterização dos personagens, sem exageros como armaduras reluzentes, vestidos espalhafatosos e cidades absurdas está tudo na medida que se pede, o exagero está exatamente onde deveria ou seja nas cenas de ação, ao que tudo indica o Parkour foi inventado por um principe chamado Dastan há muitos anos atrás na antiga Pérsia. Quem já jogou a série vai ficar a todo momento se relembrando das acrobacias necessárias para passar por cada fase do jogo: pular, agarrar, correr pelas paredes, derrotar guardas está tudo lá. E as sequências em que a adaga do tempo é ativada são absolutamente fiéis ao que acontece nos games. Palmas para o final que foge do óbvio.

Sobre o elenco Jake, The Brokeback Mountain, Gyllenhaal está muito bem caracterizado como o príncipe, talvez o fizesse melhor se a gente não se lembrasse a todo tempo do personagem do filme dos cowboys esquisitões estrelado por ele, vai ser dificil se livrar desse personagem. Gemma Arterton (vai ser bela por aqui daqui há alguns dias) não é só uma figura bela no filme, funciona muito bem como par de Gyllenhaal. E Ben Kingsley realiza muito bem o dissimulado vilão da trama.

Vale o ingresso principalmente para os gamemaniacos e os que desejam duas horas de entretenimento descompromissado, se espera muita história passe longe, Prince of Pérsia é entrenenimento puro como um bom jogo de videogame.

Já vi essa cena em meu playstation.

Cena de Lutar ou Morrer, refilmagem do clássico Fúria do Dragão do mestre Bruce Lee, Jet li desce a porrada em muita gente só com a força do Kung-Fu, Do jeito que EU ensinei.

Sobre vampiros e emopiros

Publicado: 22/01/2010 em Cinema, Filmes
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Infelizmente assisti Crepúsculo (Twilight, EUA – 2008), estava uma tarde em casa, rodeado de mulheres , o controle remoto frenéticamente mudando de canais até que encontrou o malfadado triller vampiresco, na hora pensei: ok não estou pagando nada a mais, vamos ver o porquê de tanta comoção.

Quase duas horas depois, a impressão de engodo era algo difícil de conter, a história não é original, somente ganhou uma roupagem bonita e juvenil, vampiros bonzinhos já foram por diversas vezes retratados, alguns vão se lembrar do Angel da série Buffy.

No fundo é a mesma coisa.

A história do vampiro que se recusa a tomar o sangue dos humanos, com grandes dilemas pessoais,  sempre serviu para exatamente isso, acalentar corações femininos, é a história do homem forte e poderoso mas frágil e desamparado que encontra em um mocinha também frágil o  caminho para dar um sentido à sua vida.

Não é o caso de se julgar, o livro-filme tem um público e faz o necessário para se aproximar deste, não se importando se alguem vai achar ridículo um vampiro brilhando no sol (sic), ou se a veadagem a porrinhação do mordo não mordo, pego não pego, vai se arrastar por 452 livros até o final óbvio, porque é isso que o público alvo espera, melodrama denegrindo a imagem dos vampiros, seres classicamente altivos, sexys e seguros de si.

Isso que é postura vampiresca

Agora, é de se lamentar profundamente a atuação, interpretação e caracterização dos personagens, tem um vampiro garotão que vive de boné virado para trás WTF???. E o falado protagonista passa o fime inteiro com aquela cara de quem está chupando picolé de jiló na casa da sogra. Para chegar no nivel Malhação tem que melhorar muito.

Navegando por aí meio sem destino, em uma infidável lista de links do TWITTER , eis que me deparo com a seguinte chamada: Uma Pedra Mística, Aprisionada na Escuridão, Agora TODO o Universo Corre Perigo, Mas o Bem Nunca se Renderá: IVETE STELLAR e a Pedra da Luz!!! e Ivete Stellar é ninguém menos que… Ela mesma Ivete Sangalo.

Avatar Sangalo, e sem pele azul.

E a bagaça é para valer. Pela descrição o filme é um longa de animação 3d totalmente feito no Brasil, com tecnologia semelhante à utilizada pelo Avatar de James Cameron(uau), ou seja a idéia é ir para o cinema ver Ivete com aqueles óculos.

O projeto está ainda em fase de captação de recursos, ou seja não é nada para um futuro imediato, mas o teaser já saiu, olha ele aí:

Agora Claudia Leite pira.

Alice no País das Maravilhas

Publicado: 18/01/2010 em Cinema, Filmes
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Um dos filmes que aguardo com grande expectativa em 2010 (o outro é The Last Airbender, falo sobre ele no futuro), Alice no País das Maravilhas (Alice in The Wonderland) causa expectativa pela mistura da maravilhosa fantasia criada por Lewis Carrol, repleta de seres epetacularmente insanos, cenários dignos da mais desvairada loucura e das visões não menos distorcidas e tenebrosas que Tim Burton imprime em seus trabalhos (ver Edward Mãos de Tesoura, Sweeney Todd, The Nightmare Before Christmas), isso tudo em filme do selo Disney, uma mistura impensável mas que estará estará em abril no cinemas.

Burton trabalha com seus queridinhos, Johnny Deep e Helena Bonham Carter, atores acostumados e capazes de imprimir a excentricidade que o diretor gosta de dar aos personagens.

Mais interpretações visuais do País das Maravilhas aqui.

O Mundo de Alice já foi por diversas vezes retratado sem a candura tradicional dos contos de fadas, é o conto certo para uma nova forma de visualizar estas histórias. Um conto onde uma rainha louca manda cortar cabeças, onde um chapeleiro toma chá de cogumelo com uma lebre, não existe atmosfera melhor para a descontrução da inocência… ou não, veremos em abril.

Para as meninas: Kit de cosméticos  baseado em Alice

Deixa ela entrar

Publicado: 11/01/2010 em Filmes
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Já virou cult, vai ganhar remake (pra que???) Hollywoodiano, tem vampiros, os vampiros não são emos como em Crepúsculo, tem o visual do inverno sueco, tem a revelação Lina Leandersson, tem o visual soturno na medida correta.

Deixe Ela Entrar – Let the Right One In; Suécia; 2008 – não tem efeitos especiais inovadores nem cenários grandiosos, a ambientação é toda em uma cidade comum, até mesmo sem graça, da Suécia, o que aumenta a proximidade com a história. A pequena vampira é  mostrada como uma menina normal, sem ostentar luxo como os atuais vampiros da moda(Crepúsculo eca, quando eu não tiver ânsias de vômito escrevo sobre isso).

Mas não se engane, a crueldade é o grande tempero do filme, a eterna criança que precvisa matar para sobreviver, bulling infantil mostrado de forma crua, e até mesmo o frágil protagonista mostra sua face cruel ao revidar agressões e testar a pequena vampira.

Teve muito Hype, definitivamente, padece do mal dos filmes suecos de não possuir um climax definido (isso eles têm que aprender com Hollywood) mas é um bom filme, que trata os vampiros de forma clássica, sem afetações, onde os atores são bem dirigidos e mostram algum talento, vale a pena perder 2 horas para acompanhar.

Sempre existem dois caminhos, na verdade existem 1362, nem mais nem menos, mas para simplificar olhemos os dois principais, o caminho fácil e o caminho difícil.

O caminho fácil é aquele que está sempre à mão bem ali ao alcance e sem nenhum impedimento aparente, traz resultados rápidos e principalmente não demanda grandes sacrifícios, Deve estar no DNA humano a predileção por este caminho, algo a ver com o instinto de sobrevivência. Buscar os meios que demandam menos esforço para enriquecer, para se conseguir chegar onde se espera, mesmo que se abra mão de coisas “supérfluas” como valores, honra, orgulho e outras que ensinam as decrépitas cartilhas do viver.

O caminho difícil, ah esse sim é para poucos e obstinados idiotas, pois ele é tortuoso, longo e demorado, conta com muitos percalços e revezes, além de sempre ter um atalho para o outro caminho bem ali servindo de eterna tentação. Não sei por que alguns preferem este, dizem que a glória ao final é maior, as recompensas mais saborosas e o mais curioso dizem que a consciência e o mérito de ter passado por tudo trazem para aqueles que lá chegaram a sensação de paz e plenitude que dizem realizar o ser humano.

Alguém me disse certa vez  “Só é difícil porque vale a pena“. Será que algum dia todos acreditarão nisso? Nesse dia talvez até o difícil fique mais fácil…

A cena abaixo do filme Homens de Honra (Men of Honor – EUA – 2000), do diretor George Tillman Jr. com Robert de Niro e Cuba Gooding Jr. é inspiração para este post.

O mergulhador da marinha não é um homem de combate é um especialista em resgate… se estiver perdido em baixo d’água ele encontra, se estiver afundado ele traz a superfície se estiver no caminho ele tira.. se tiver sorte morrerá jovem a 61 metros da superfície pois isso é o mais perto de que ele chegará de ser um herói não sei por que alguém quer ser mergulhador da marinha…