Eleições 2010. O grande derrotado

Publicado: 02/11/2010 em Opinião, Pensamento
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Dilma venceu, principalmnte pela expressiva vitória conquistada nos estados nordestinos que acabou por superar sua derrota em colégios eleitorais maiores, o que deixa muito claro de onde provêem a grande maioria de seus votos, sem fazer qualquer tipo de juízo neste momento mas os resultados são claros. A se ressaltar a vitória da petista em Minas Gerais, antigo reduto tucano. A vencedora os parabéns e desejo de sucesso.

Em um eleição de baixissímo nivel em todos os aspectos, sem nenhuma proposta realmente diferente para os problemas estruturais e sociais do país, onde somente se propagou a manutenção da política de cartoes sociais e de abertura de estradas, um show publicitário onde se demonizou abertamente a atual forma de concessões para exploração petrolífera que não pára de gerar empregos tão comemorados pela situação. Uma campanha onde nenhum dos candidatos sequer ameaçou tocar na antiga promessa da reforma tributária, algo que realmente faria bem aos bolsos brasileiros. Uma campanha chula, de baixo nível ideológico e de teor quase bizzaro nos ataques pessoais entre os candidatos.

José Serra não é o grande derrotado destas eleições, não é possível nem ao menos izer que ele perdeu para sua rival sem carisma e brilho próprio. Serra foi derrotado pela figura de um presidente que não teve pudor em subir no palanque e fazer sua sucessora. Também não sai derrotado o PSDB em si, afinal é o partido que que a partir de 1º de janeiro próximo controlará o maior número de estados da federação e que conquistou enorme fatia do eleitorado nacional, óbviamente precisará nestes próximos 4 anos aprender a fazer uma campanha capaz de sensibilizar principalmente as camadas mais pobres do eleitorado se quiser novamente fazer um presidente.

O grande derrotado do pleito eleitoral foi sem dúvida nenhuma o ex- presidente Fernando Henrique Cardoso, que ao deixar o palácio do planalto optou por se retirar totalmente do palco político, uma opção pessoal e inquestionável mas quepermitiu que seus opsitores pudessem demonizar seus oitos anos de governo de forma irreversível na cabeça do eleitorado, mesmo que a atual situação mantenha na prática as mesmíssimas políticas econômicas e sociais, apenas com maior habilidade publicitária.

Não defender a própria obra e permitir que em cima dela se criem quaisquer verdades que se desejem foi uma escolha de FHC que ainda irá atormentar  por algum tempo seus correlegionários. Se afastar dos debates com os opositores permitiu que seu governo fosse equiparado a e até mesmo ser considerado inferior a governos como os de Collor e Sarney. Se retirar ainda que possa parecer uma atitude nobre é uma escolha que não acredito que Lulla também tomará. Lulla não permitirá que a oposição rotule tão facilmente seus 8 anos de governo e olha que etiqueta para ser fixada nas costas dos petistas é o que não falta.

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comentários
  1. Guilherme disse:

    que saudades do éfêagá!

  2. milampert disse:

    Eu acho que o FHC não tem nada a ver com isso. Votei na Dilma e adoro o Serra, acho ele extremamente carismático e simpático, um avô perfeito, um pai de família ideal, mas não um presidente. A Dilma já está em um governo que está dando certo e desde sempre demonstrou uma competência que o Serra só demonstrou dentro do lar e pra família DELE. Eu também sei amar meus familiares muito bem, mas nem por isso vou tentar me candidatar a prefeitura, pois sei que sou uma professora e que pra lidar com administração, precisa entender disso. Assim, como alguém formado em economia não pode operar um coração, um médico, na minha humilde opinião, não pode administrar uma nação.

    Beijos, fiquei morrendo de saudades de vc, mas agora volteiiiiiiiiiiiiii! Té +