Robin Hood e o cinema como deve ser

Publicado: 26/05/2010 em Cinema
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Lutar e continuar lutando, até que cordeiros se tornem Leões

Robin LongStride é um arqueiro do exercíto do rei Ricardo Coração de Leão que retorna para uma falida Inglaterra após carissíma cruzada, praticando saques e pilhagens por todo o caminho de volta a fim de encher os combalidos cofres ingleses, até que o prepotente (tolo) rei é morto em combate e Robin a partir daí se torna encarregado de levar a coroa real, herdeiro das terras nde Nottingham e lider de uma latente revolução social que buscava reduzir os abusos reais.

Este é o mote do filme em cartaz nos cinemas que busca recontar a história do lendário arqueiro que roubava dos ricos para dar aos pobres. Riddley Scott está no território em que mais se sente bem, o terreno épico e apesar de alguns furos e impossibilidades dentro da narrativa Robin Hood é um dos melhores filmes do gênero pipoca da temporada, simplesmente porque entrete sem ser vazio, estão lá questões amorosas e sociais, no meio de grandes batalhas, locações grandiosas e figurinos muito bem trabalhados.

Esqueça o que se lembra sobre Robin Hood, o arqueiro vestido de verde, que se esconde entre as árvores de SherWood, fazendo de bobos um xerife e os coletores de impostos reais. Este é um filme sobre o homem comum que pode ter dado ínicio à lenda, já que nem mesmo é certo que tenha existido um Robin Hood, este é um filme que tenta colocar o herói na realidade de um grande momento histórico, isso não diminui a lenda pelo contrário a torna ainda maior.

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Arqueiro, level 87

Alguns problemas como a série de coincidências (conveniências) que levam Robin a se passar por filho de um grande Barão, Lady Marion possuir uma armadura e lutar de igual para igual com soldados, Robin comandar os arqueiros no topo da colina e no momento seguinte estar à frente dos cavaleiros, derrapadas mas que não diminuem o divertimento causado nem a mensagem que o filme tenta levar.

Russel Crowe não é o Robin Hood definitivo, é melhor que Kevin Costner, embora menos carismático, mas deixa espaço para daqui a alguns anos outro tomar este papel. Ainda assim representa muito bem o inglês que acredita nos seus ideais. Kate Blanchet é uma diva, mostra como uma mulher consegue envelhecer bela, pena que sua Lady Marion não tenha tempo suficiente para se explicar no filme, tudo é muito rápido para ela e outros personagens. Merece lembrança Mark Strong como Godfrey, cada vez melhor em dar vida a vilões.

Ficou falando talvez uma música marcante como foi a de Bryan Adams para o filme de 1991 – (Everything I Do) I Do It For You

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comentários
  1. umcafepara2 disse:

    é eu tbm assistirei mas devo confessar que gostava mais do blog quando os conteúdos eram dotados de entrelinhas…

  2. Bruno Porciuncula disse:

    É, acho que vou assistir sem lembrar que é o Robin Hood lendário, e sim um arqueiro que luta pela justiça e tal..