Arquivo de abril, 2010

Muito barulho por nada, mensagem subliminar, censura, teorias da conspiração. A vinheta da Rede globo de televisão em comemoração à seus 45 anos deu muito o que falar. A vinheta em questão é um uma grande reunião do cast global recitando um texto alusivo as atividades e realizações da emissora em 4 décadas e meia de existência; discurso, meloso, marketeiro, megalomaniáco, mas o discurso que 11 entre 10 publicitários fariam, ou alguém acha que fariam uma propaganda comemorativa assumindo erros e pecados?

O problema reside na idade comemorada, no final do vídeo é exibida a logo da emissora ao lado do número 45, isto foi suficiente para um dos porta vozes da campanha petista à presidência lançar acusações de campanha velada por parte da emissora à candidatura tucana de José Serra em pleno ano eleitoral. Olhem o vídeo da discórdia aí:

Cada um tem sua opinião, normalmente guiada por seu próprio alinhamento político. Opiniões exacerbadas de ambos os lados, adjetivos como ignorantes e alienados são frequentemente usados, é o insulto como arma de argumentação dos vazios de opinião.

Minha opinião? Não vejo como comemorar 45 anos sem usar o numeral 45, infelizmente para o PT é uma tremenda coincidência, óbvio que com o paiol aceso a campanha não voltará ao ar, mas se abriu mais uma brecha para a censura e o pior uma censura não a serviço da ética ou de uma falsa moral, é uma censura puramente ideológica que atende aos desejos de um grupo, um precedente muito perigoso.

E se o lance é inibir o uso de certos numerais, vai ter gente que vai precisar ficar um bom tempos sem botar a cara na rua…

Zagallo, fazendo campanha subliminar desde 1234... AC

Recentemente fui perguntado sobre o tipo de amor que gosto, curiosamente no outro lado da rua tinha um vira lata, este texto é inspirado na minha resposta.

Gosto de cachorro, é algo pessoal; tem gente que gosta de gato, que gosta de peixe, que gosta de tartaruga, que gosta de cobra. Cada um na sua… mas eu gosto de cachorro, gosto da cara amistosa, do focinho molhado e das orelhas ora caídas ora alertas.

Gosto de todos, de uns mais de outros menos, me incomodam os muito abobados, fico de pé atrás com os muito espertos, mas gosto sobretudo de vira-latas, daqueles bem bonachões com cara de melhor amigo, daqueles que sabem seu lugar mas mesmo assim conquistam novos territórios dia após dia, indo cada vez mais distante mas sempre sabendo para onde voltar.

Gosto do vira-latas que vive com o simples, mas que sabe apreciar como ninguém um filet, que sobrevive sem esmoecer aos dias difíceis mas que sem rancor se aproveita da bonança. Gosto do vira-latas que entre o milionário e o mendingo não faz distinção, segue o sentimento verdadeiro sem se importar com valores.

Gosto do vira-latas que cura suas feridas sem grandes alardes, que não se curva agonizante á menor das dores, que levanta e vai atrás porque assim a vida o ensinou. Gosto do vira-latas que manca quando lhe é permitido mas que reúne forças para correr quando lhe é necessário. Gosto do vira-latas que se deita pacientemente enquanto o mundo corre à sua volta e que se levanta com sagacidade quando a oportunidade à sua porta bate.

Gosto mesmo do vira-latas, aquele que é eternamente subestimado, mas é sem dúvida o mais valoroso, aquele faz muito do pouco e do muito uma festa. Gosto do vira-latas que valoriza cada refeição porque conhece a vazio da ausência, que ama o menor dos afagos porque conhece o poder da agressão. Gosto do vira-latas que é fiel à sua própria gratidão e que dela não se afasta, que não se queixa exageradamente dos percalços, mas que celebra com alegria cada momento de felicidade.

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Claro que não disse isso, a pessoa não entenderia ou provavelmente iria me olhar com uma cara de interrogação que me forçaria a nunca mais falar algo do tipo, mas as vezes é bom usar palavras complicadas.

E para quem gosta Orkupet.

O caldo entornou, a chapa esquentou, o bicho pegou, a merda fedeu. Adjetivos não faltam para os últimos dias vividos pelo Mais Querido, semana traumática em que aconteceu o impossível que é perder uma final para a cachorrada de camisa desbotada e sem ônibus e ainda por cima conseguir mandar pelos ares a Libertadores mais baba dos últimos tempos, sei que ainda existe a chance de classificação, mas o merecimento ficou para trás.

A coluna estava mequetrefemente sumida, mas Flamenguista genuíno bota a cara até nos momentos embraraçosos, para cornetar claro mas primeiro para fazer um mea culpa da  própria magnética que começou a temporada absolutamente de férias, sabemos que a força do manto vem das arquibancadas, do grito da galera, mas após o Hexa (me processa Sport!) a galera ficou tranquila demais, com uma postura de confiança que acabou passando para o time, jogadores e torcedores passaram a acreditar em uma superioridade irreal sobre os adversários. Soberba.

Mas a torcida é a menor das culpadas, sem modelo de futebol profissional o Flamengo insiste em cometer alguns erros que não costumam passar incólumes. Privilégios, gestões por demais descentralizadas, falta de comando e por aí vai, as vezes a camisa ajuda e até joga sozinha mas esperar que isso aconteça sempre é muita utopia.

O caso Adriano é algo a parte, ganha mais, é a estrela do time e tem que ser cobrado como tal. Esse rapaz acha que dá para jogar futebol profissional que pesando 106 quilos? Nem em pelada de empresa existem jogadores de tamanho “peso”. E essa frescura de brigar com a mulher ficar depressivo, parar de trabalhar, encher a cara e engordar? Se fosse assim hoje eu estaria falido e com formato de bola. Alguém precisa dar um choque de realidade nesse sujeito e explicar que não é assim que a banda toca.

Pet é ídolo, joga muita bola, mas realmente teve um ínicio de ano nada auspicioso, normal ter ido para o banco, indsciplina não pode ser tolerada, muito menos perdoada, se o gringo está causando problemas no grupo tem que existir alguém que tome uma decisão, não pode é ficar o vice de futebol gritando de um lado, presidente de clube falando do outro, técnico escalando jogador dia sim dia não.

Por falar em técnico, o Bom Andrade precisa se posicionar em meio ao tiroteiro, ninguem mais do que ele sabe como as coias funcionam na Gávea, e sabe como o caos politico transforma tudo em pressão, perdeu o comando no caso Pet, não demosntra pulso para controlar os ânimos de jogadores como Bruno e Juan, protege inexplicavelmente jogadores que tem deixado a desejar como Álvaro, Angelin e Toró, não consegue fazer o selecionável Kleberson render. Para ficar precsa acertar muitas coisas, se sair não será Celso Roth que dará solução permanente.

Solução permanente seria a adoção real do profissionalismo, desde o campo onde treinamentos seriam agendados e cumpridos por TODOS os atletas, passando pela comissão técnica com liberdade para trabalhar, critérios para escolher e respaldo para premiar ou punir. Mas a mudança passa pricipalmente pela diretoria, não adianta tirar um Braz se o cargo vai continuar existindo com poderes mas sem responsabilidades, alguem que pode atear fogo mas se exime de apagar os incêndios.

Nem só de amor à camisa vive o futebol.

Situaçao embaraçosa é minha pessoa em um chá de fraldas, antigamente era chá de bebê, onde os projetos de gente ganhavam inumeros chocalhos e chupetas, e as mamães reaproveitavam as fraldas lavando a caca na munheca mesmo. Hoje em dia tudo é descartável, pelo que aprendi um humano em miniatura consome de 5 a 8 fraldas dessas por dia e não irão ao WC sozinhos pelo menos até os sei lá quantos anos, daí a necessidade dos futuros pais criarem um quarto para o bebê e outro para um enorme estoque de fraldas.

Tudo muito legal, primeiro o cachorro quente, depois mais uma rodada de cachorro quente, acho que é estratégia embuchar os convidados de pão antes de servirem os salgadinhos mais gostosos e mais caros. Entre um gole e outro de guaraná descubro também que não é usual servir bebidas alcólicas nestes eventos, isso explica em grande parte a cara de velório estampada nas faces dos pais arrastados para tala evento, era uma carranca mais feia que a outra.

Mas estou aqui para falar sobre como as crianças de hoje tem um domínio constrangedor sobre seus pais, e quando estão em grupo e em ambientes públicos a anarquia está instaurada. Crianças correndo entre pais que mal se conhecem, geram desconforto e apreensão pois qualquer incidente será mote para obrigatórias desculpas das mais envergonhadas por parte dos agoniados pais.

O que você faria? Se hesitar perde.

Certo momento um dos muitos guris presentes resolveu fazer pirraça, sem motivo aparente, não havia brinquedos nem nada estava lhe sendo negado, só sei que o guri achou por bem se jogar no chão esperneando. Nesta hora parece que a festa pára, o som abaixa, as luzes ficam mais claras e tudo gira em torno do jovem casal de pais e a expectativa pela atitude que os mesmo irão tomar. Décadas atrás, umas palavras mais duras, um tom, mais grave, talvez uma palmada – não confundir com agressão, espancamento e coisas afins e o resto da noite de castigo, 5 minutos de buchixo e o resto da pimpolhada se comportando melhor por medo de serem os próximos a tomar um chá de cadeira.

Mas hoje , tempos em que é absolutamente vergonhoso não controlar uma criança somente com psicologia (???) os pais se entreolham um esperando que o outro tome uma atitude, o pai espera que a mãe converse porque afinal ela é mãe e deveria saber como controlar a criança com jeitinho. A mãe espera que o pai tome uma atitude afinal ele é o policial malvado, responsável pela disciplina e a ordem. No final parece que estão se perguntando onde diabos fica o botão de OFF do pequeno monstrinho que continua a se debater no chão.

E aí algo que poderia ser resolvido de forma rápida, talvez não indolor mas seguramente rápida, vira uma situação de agonia interminável, os pais tentam levantar o capeta a criança, que espertamente se comporta como um boneco e volta para o chão. São prometidos mimos em uma patética tentativa de chantagem. Em dado momento são explicitados as culpas tanto de pai quanto de mãe na criação de criança tão insolente.

Entre os outros pais as reações vão da solidariedade estampada em olhares; à sorrisos irônicos daqueles que o Dick Vigarista dava ao ver o Peter Perfeito entrar numa fria. Só não existe abertura para ajudar o casal, seria uma intromissão imperdoável que só aumentaria o constragimento alheio.

Enfim após minutos que pareceram dias, o diabinho moleque aparentemente sem motivação alguma resolve se levantar entre os atônitos pais que a esta altura já discutiam até mesmo os almoços dominicais na casa da sogra, e se dirige com um sorriso vitorioso para onde se encontram as demais crianças como quem vai contar uma grande vitória. Seguem-se conversas sobre como educar os filhos, dicas de livros, falam em acompanhamento com psicólogos. E então finalmente a mocinha que faz as vezes de garçonete traz meu terceiro cachorro quente.

Pequeno transgressor no momento em que repensa seus limites.

Mape é do tempo em que se amarrava cachorro com linguiça.

Bela – Scarlett Johansson

Publicado: 20/04/2010 em Bela
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A loirinha, atual musa de Wood Allen e da torcida do Flamengo, encarnará a Viúva Negra na continuação de Homem de Ferro.

Voltando aos trabalhos com atraso imperdoável, a coluna mais sem vergonha sobre Fórmula 1 finalmente estreia seus cometários pós corridas no ano de 2010.

Resumindo o campeonato até aqui, com pista seca as RBR´s disparam na frente e somente são paradas por imprevistos como as quebras de Tião Vettel no Bahrein e na Australia, é impressionante como os touros vermelhos simplesmente engolem curvas. Em condições normais o alemãozinho seria lider inconteste do campeonato até porque seu companheiro de equipe não é lá uma Brastemp.

Felizmente condições normais não tem sido o forte desta temporada, o que possibilita que Mclarens e Ferraris se mantenham na disputa, com vitórias cerebrais de Jenson Button, arrojo de Lewis Hamilton, e a Ferrari, bem a Ferrari é um caso à parte. A Mercedes-Brawn que se supunha estar no encalço das 3 ponteiras na verdade é uma quarta equipe que vê a Renault do habilidoso Kubica bem perto em seus retrovisores, nem tanto por Rosberguinho, mas por Shumakão que a esta altura já deve estar  pensando se foi uma boa largar o posto de lenda aposentada.

Assim ninguém olha para a pista.

Agora sim falando da China: Com a imprevisibilidade do tempo desde a largada se deu bem quem apostou correto, e foram aqueles que mesmo com a possibilidade de chuva se mantiverem na pista com os Slicks enquanto muitos correram para os boxes atrás de pneus intermediários. Button, Rosberg, Kubica, Petrov e Kova, foram audaciosos e se beneficiaram de já sair com uma parada a menos do que os demais, para o inglês isso valeu a vitória e para o alemão o terceiro lugar, porque a segunda colocação ficou com o homem que apesar da algumas pixotadas é o ataual show-man da categoria, Hamilton novamente escalou o pelotão de forma não usual na atual formula 1, com coragem, arrojo e muita velocidade, difícil não apontar o inglês como o melhor piloto da atualidade, apesar do locutor oficial preferir lembrar das pixotadas ao invés de celebrar os grandes feitos, talvez o senhor Galvão prefira autorama.

Em quarto um Fernando Alonso, que após ser punido por queimar largada também fez bela corrida de recuperação, embora menos espetacular que a de Hamilton. A polêmica fica por conta da ultrapassagem sobre Massa no momento em que ambos entravam no boxes, mal-caratismo para uns, favorecimento para outros, acho que Massa poderia ter mantido aquela porta fechada, mas também já estou de saco cheio da Senhora Rossonera não permitir que seus pilotos briguem na pista, como aconteceu na Australia em que Alonso com um carro claramente mais rápido foi obrigado a ficar comboiando Felipe por diversas voltas até a bandeirada final, se a Ferrari somente permite que ocorram ultrapassagens nos boxes em última análise o espanhol fez uma “intrepretação” da regra.

Assim como não era para se exaltar após a circunstancial liderança do campeonato após a corrida da Malásia, também fica claro que a batalha será dura para Massa: Alonso tem sido mais rápido, foi contratado para ser primeiro piloto e entrar em guerra com o espanhol esquecendo de RBR´s e Maclarens não levará o brasileiro a grandes feitos na temporada, e existe a sombra de uma não renovação contratual que paira sobre a cabeça de Massa tal qual uma mola da Brawn GP.

Sobre os demais brazukas, será difícil para Rubens manter o ânimo alto durante a temporada com um carro que andando no limite chega em décimo e se pegar leve chega em décimo segundo, e ainda por cima sem grandes esperanças de melhora já que o problema não parece ser aerodinâmico e sim no propulsor Cosworth que mais parece um motor de fusca perto dos demais. Senninha ao que tudo indica ainda está no circuito , projeta-se que o mesmo terminará a prova nas próximas horas, felizmente dessa vez na frente de seu companheiro hindu – já estava pegando mal tomar tempo do indiano – . E Di Grassi ao que tudo indica não tem a mesma paciência do sobrinho, manda a barata para o acostamento e vai para o motor home ver as novidades do Twitter.

A cada problema estrutural, a cada mazela social, em todas as feridas que se abatem sobre a população, ela sempre estará lá, pronta a explicar o inexplicável, justificar o injustificável, isentando de culpa os culpados e dissolvendo qualquer espírito de cobrança e luta por direitos, em uma calma e sufocante nuvem de conformismo e inaptidão.

É a demagogia, instituição serva da desculpa, auxiliar do descaso e companheira da incompetência pública nacional em simplesmente fazer o que é certo, punir quem deve ser punido, respeitar os direitos individuais de quem está correto, evitar que que condições não legítimas se perpetuem.

Exemplo? Há poucos anos o governo se sentiu incomodado com as mortes no trânsito (na verdade algum orgão internacional incomodou o governo). Diante disso poderia simplesmente aplicar a legislação vigente, com o já rígido código do trânsito nacional(sabia que no Japão não é nem necesário carteira para guiar diversos tipos de motoclicletas? e vejam os ídices de acidentes de transito na terra do sol nascente.). Poderiamos fazer cumprir a lei, mas não era necessário algo emblemático, algo impactante; então o governo colocou responsáveis e irresponsáveis todos no mesmo balaio, criou a lei seca, porque não era capaz de fazer cumprir a lei anterior, cerceou toda a sociedade com uma lei prática e de fácil execução, bebeu perdeu.

E no primeiro ano foi maravilhoso, índices de mortes no trânsito caindo, a publicidade estatal com estandartes comemorativos para adular a coragem governamental de tratar todos os irresponsáveis motoristas nacionais da mesma forma, como criminosos que são ao tomar dois copos de cerveja. O problema é que hoje os índices de acidentes de trânsito voltam a crescer, mas como assim Bial, se estamos todos sóbrios? Então a demagogia tem a resposta, imprudência, condições chuvosas, carros sem manutenção… Mas peraê, estradas mal conservadas e mal sinalizadas agora são problemas, e os caminhoneiros que fazem jornadas de trabalho de 24 horas também? E aquele código de trânsito maravilhoso que não está sendo aplicado? Não é inspecionado? Ao que tudo indica o problema é você e somente você que coloca seu carro nas ruas pronto a matar inocentes, seu irresponsável.

Poderia citar milhares de exemplos, desde a infindável guerra do tráfico aos problemas da saúde, passando pelo transporte público, pela carga tributária, pelos mensaleiros e políticos de cuecas cheia, pelos movimentos sociais que destroem plantações, todas as merdas coisas são devidamente explicáveis pela genial demagogia, não existe nada no mundo que não seja facilmente resolvido por esta ferramenta de persuasão, dane-se a razão e o racional, o discurso demagógico supera qualquer trauma.

Mas não poderia deixar de registrar a brilhante atuação desta arte do engodo que se agiganta perante tragédias como foram as torrenciais chuvas que assolaram o Rio de Janeiro na última semana. Esqueçam a impossibilidade técnica de se construir qualquer coisa em cima de um lixão, esqueçam também a afronta que isso seria a qualquer Plano Diretor Urbano, responsabilidade sócio ambiental também não se aplica. O que a exata ciência demagógica nos explica neste caso é a impossibilidade do poder público evitar que aquelas pessoas ali se instalassem haja visto a impopularidade qualquer ato neste sentido, na verdade era mais adequado promover a ocupação e com isto angariar simpatia e votos.

Bem votos foram realmente angariados, talvez tenham feito um vereador, ajudado um pouco na candidatura daquele deputado mequetrefe, mas o tempo passou, as chuvas vieram e com elas a cobrança de natureza por aquilo de errado que havia sido feito lá atrás, cobrança de forma cruel, impiedosa; mas esperada sob a ótica da mais rasa análise técnica que fosse feita da situação. Infelizmente análises e decisões técnicas não cabem no jeito nacional de promover crescimento, e agora resta acolher os sobreviventes, orar pelos que se foram e discursar de forma bonita e eloquente para jornais e revistas enquanto a poeira abaixa e a terra se assenta.

Não era melhor dizer anos atrás que não poderiam morar ali?

Será que algum dia haverá verdadeira coragem para se fazer o que é certo, na hora certa? Tomar atitudes impopulares mas que resguardem o futuro de cenas assim? Ou estaremos sempre esperando que o acaso, ou o clima ou seja lá o que for venha nos cobrar pelos erros cometidos?

Sei que discursos por mais belos, não irão recuperar os mais de 200 votos que foram enterrados no morro da Bumba na última semana.