Não pode

Publicado: 17/10/2009 em Notícias, Opinião
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topo guerra

Não se pode dizer que o Rio de Janeiro vive um semana de guerra, pois a guerra a muito tempo está instalada na capital fluminense, mas já passou do momento de alguém com força e poder de decisão perceber que algo precisa mudar na forma de tratar a criminalidade entricheirada nas comunidades carentes, vulgo favelas. É urgente a necessidade de refrear a audácia das facções criminosas em sua busca por territórios de facções inimigas.

Não se pode permitir que marginais atirem e derrubem um helicoptero da força policial, bem como não se pode permitir que dia após dia usem coletivos como estratégia de sua geurra particular, não se pode permitir que tréguas esporádicas mascarem a real condição de reféns que a população e o estado se encontram.

Seria fácil dizer em um dia como esse que isso é clara demonstração de que o Brasil e principalmente o Rio de Janeiro não seriam capazes de organizar os grandes eventos que vem por aí, que a Copa e as Olímpiadas estão fadadas ao fracasso, mas a verdade é que os eventos – ao contrário do que já sugere a imprensa internacional – provavelmente vão se passar pela mesma trégua temporária que se verificou no PAN, esperemos apenas que não ao custo de acordos com chefes criminosos.

Mas a realização tranquila de eventos não significa que a população vai se beneficiar permanentemente de uma cidade tranquila e pacífica, ao contrário esse é o momento em a polítcas públicas deveriam demonstrar que estão empenhadas em garantir o futuro daqueles que estarão hoje e depois dos eventos vivendo na Cidade Maravilhosa ao invés de demonstrar que podemos fazer um grande festa pra “inglês” ver, isso todos já sabem que somos capazes.

Imagens: Agência O Dia
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