Arquivo de outubro, 2009

Soltando as bruxas

Publicado: 30/10/2009 em Opinião, Pensamento
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Amanhã será comemorado o Halloween, ou como dizemos por aqui graças a uma tradução nada literal o “Dia das Bruxas”. O nome em inglês vem de All Hallow’s Eve, ou em uma tradução literal “vigilia de todos os santos”,  isso porque a noite de 31 de outubro precede o dia 1º de novembro (dããã), dia em que a Igreja Católica celebra todos seus santos e mártires, aqueles que sofreram todo tipo de perseguição por sua fé. Não confundir com o dia dos mortos (finados) 2 de novembro, feriado nacional aqui no Brasil

Então no século 8 D.C o dia de respeito aos martires católicos era uma data das mais importantes, e os preparativos para esta ganhavam contorno de festa em homenagem aos que já haviam ido “desta para a melhor”. Estes eram celebrados ou ridicularizados na noite que precedia o All Hallows Eve, com o passar o tempo a data incorporou outras caraterísticas, mas sempre mantendo a ligação com o mundo do além (mais informações no link lá em cima).

Por aqui existem grupos bastante empenhados em não permitir que a data se popularize, alegando que se trata de uma estrangeirização que pode inclusive prejudicar a própria cultura nacional. Não digo que este deva ser um novo feriado (humm), nem que as criançãs devam sair nas ruas gritando doces ou travessuras, pois para isso já temos Cosme e Damião, mas dizer que é uma festa americana é no mínimo demonstrar total desconhecimento histórico. Ligar uma noite do calendário com forças ocultas é mais ridículo ainda.

Soltar as bruxas deve ser um direito individual, questão de escolha e que neste caso ainda pode gerar umas festas bem interessantes…

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Já desenhei vários desses nessa semana

Já desenhei vários desses.

topo torcida

28 de outubro, quarta feira quase meia noite assistindo ao jogo em que o Flamengo novamente reproduz a frase “Tira dos pobres e dá aos miseráveis” (no momento em que escrevo o Flamengo perde por 2 a 0 para o infímo Barueri), me lembro que este é o dia do Flamenguista, um dia em que celebramos a mais inexplicável das torcidas, aquela que ama e apoia sem razão, aquela que grita quando todas as outras já estão caladas e principalmente aquela que ou se é totalmente a favor ou se posiciona totalmente contra.

Poderia escrever algo pessoal sobre o flamenguista, não seria difícil e é algo vou fazer com alguma frequência em um futuro próximo, mas hoje vou reproduzir um texto que originalmente lí no ótimo blog do Rica Perrone, que descreve maravilhosamente o que é ser integrante desta maravilhosa nação.

Emocionante.

 

Era um dia frio, sem chuva. Seria um dia chato, não fosse o Maracanã lotado e a expectativa de um título. Ele não era fanático, sequer tinha visto o estádio lotado na vida, até então. Tinha 13 anos e torcia, timidamente, para o Palmeiras, apesar de morar no RJ.
Naquele domingo seu pai o levou na final. De bandeira, camisa e ingresso na mão, chegou assustado com a multidão. Entrou faltando 15 minutos pra começar e, quando olhou em volta, disse: “Pai, quantas pessoas tem aqui?!?”.
– Muitas, filho… uma nação inteira, disse o pai.
Aquela multidão explodiu em faixas, bandeiras e papel picado minutos depois. O garotinho se encolheu com medo e sentou. Com 1 minuto de jogo a torcida levantou e não deixou que o guri visse mais nada. Ele ouvia, sentia, mas não assistia.
Seu pai, rubro-negro fanático, não tinha muita esperança de que seu pivete palmeirense um dia se envolvesse com futebol. Jamais mostrou grande interesse, e só torcia porque tinha um amigo que era palmeiras.
O Flamengo saiu ganhando, mas não bastava. Tinha que ser com 2 gols de diferença, ou nada. Seu pai explicou que “faltava um”, e o garotinho não entendeu. Afinal… vitória não é vitória de qualquer jeito?
Sofreu um gol, e ele não tirou sarro do pai como sempre fazia. Ficou triste, como que contagiado pela multidão. O outro lado, 40% do estádio apenas, fazia barulho, e ele ouvia o silencio da nação a sua volta. Segundo ele, o silencio mais dolorido que já escutou na vida.
O Flamengo fez o segundo, e o garotinho, se envolvendo com o jogo, vibrou. Pulou no colo do seu pai e o abraçou como se fosse um legítimo urubuzinho.
Não era, ainda.
A torcida começou a cantar o hino, que ele sabia de cor de tanto ouvir o pai cantar. Pela primeira vez, cantou num estádio, e fez parte da nação. A angustia de milhares não passou em branco. Em mais alguns minutos o garotinho suava e já rezava de mãos grudadas ao peito.
O Flamengo virou, mas não bastava.
40 minutos do segundo tempo. Mesmo com 2×1 no Placar, a nação ouvia gozações do outro lado. Ele não entendia, e fez o pai explicar, mesmo num momento dramático do jogo.
Atencioso, o pai sentou e contou pro garoto que o Flamengo precisava ter 2 gols de vantagem, porque a vitória por um gol empataria a soma de 2 jogos, e o empate era do rival. Ele não entendeu bem, mas simplificou em sua cabeça: “Mais um e ganharemos”.
Opa… “ganharemos”? Ele não era palmeirense?
E então, aos 43 minutos, onde alguns já se mexiam na direção da saída, uma falta do meio da rua. Seu pai vibrou e ele questionou: “O que foi? Foi pênalti!? “
– Quase isso, filho!! Dali pro Pet é pênalti!!, profetizou o pai, ignorando a distancia da falta.
A cobrança… o silencio eterno de 1 segundo e a explosão. Gol do Flamengo! Petkovic! E seu pai o abraça como nunca abraçou em toda sua vida. Pula, joga o garoto pra cima, beija, chora…
O garotinho, numa mistura de susto com euforia, olha em volta e, de braços abertos, comemora em silencio um gol que não era dele.
Sem razão, ele chora. E chorando, abraça o pai que, preocupado, rompe a alegria e pergunta: O que foi? O que foi? Se machucou?
– Não… Eu to feliz, pai!
Sem mais palavras, o pai sentou e abraçado ao garotinho deu um abraço de tricampeão. O jogo acabou, e os dois continuaram abraçados.
A festa rolando, os dois assistindo a tudo aquilo emocionados, o garotinho absolutamente embasbacado com a cena, já que nunca havia visitado um estádio lotado, muito menos uma decisão. O pai olhava pro campo e pro filho, porque sabia que, talvez, aquele fosse seu único momento na vida onde teria a imagem de seu garoto comemorando um titulo do time dele.
E chorava, sem vergonha nenhuma de quem estivesse em volta.
O menino foi embora pensativo, eufórico. Em casa, contou pra mãe com uma empolgação incomum sobre tudo que viveu naquela tarde. E não falava do jogo, apenas da torcida. Iludido por uma frase, contou pra mãe:
– Aí, no finalzinho, teve um pênalti! E o Flamengo fez o gol…
– Não filho… não foi pênalti! Foi de falta.
– Mas você disse que foi pênalti…
– Era modo de falar…. hahahahahah
– Então, mãe… aí, o cara fez o gol e a gente foi campeão!!!
Pronto. Aquele “a gente” fez o pai parar de colocar cerveja no copo, virar a cabeça lentamente e perguntar, com medo da resposta:
– A gente, filho?
(silencio…)
– É pai! O Mengão!!!!!
Emocionado, o pai abraçou o garoto e não falou nada. Ali, seu maior sonho virava realidade. A mãe entendeu, deixou os dois na cozinha e saiu de fininho, enquanto o pai começava a contar de uma outra final que viveu em mil novecentos e bolinha, com toda a atenção do novo rubro-negro.
Hoje o garoto tem 21, completados há alguns dias.
Quando seu pai perguntou o que ele queria de presente este ano, a resposta foi essa:
– Dois ingressos, uma bandeira, a camisa nova e ver você chorando igual aquele dia.
E há quem diga que “futebol é bobagem”…

torcida botton

 

Relações internacionais II

Publicado: 28/10/2009 em Notícias, Opinião
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Já falei sério, já fiz piada e hoje o tema ganhou mais um elemento – na minha opinião – jocoso. O governo INTERINO de Honduras vai processar o Brasil junto a corte internacional de Haia. O argumento é que o Brasil faz ingerência em seus assuntos internos ao “hospedar” em sua embaixada no pequeno país centro-americano o presidente deposto Manuel Zelaya.

Ou seja, o governo brasileiro permite que um presidente deposto receba asilo e faça de uma embaixada seu quartel político, permite que o governo de Honduras cerque militarmente essa mesma embaixada, não faz mais que pequenas e inócuas considerações sobre tudo isso e agora vai ser processado por em linguagem popular “aguentar quieto“.

Mas o importante é que…

yes_we_creuOu não…

Barba é coisa de macho

Publicado: 28/10/2009 em Vida real
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Fazer barba é definitivamente uma arte, é o tipo de coisa que deve ser feita de forma meticulosa, em ambiente tranquilo longe das pertubações do dia a dia, o rosto é como uma tela, o aparelho seria o pincel, e a tinta seria o sangue que jorra a cada talho que o maldito aparelho faz em sua cara.

Na boa evoluí do meu antigo aparelho descartável para um novo e reluzente SENSOR (ainda não tenho coragem de usar um Mach 3 na minha cara os resultados seriam catastróficos). A história é a de sempre barba por fazer, aparelho novo em frente ao armário de banheiro, a primeira faz tchan, a segunda faz tchun e a terceira… lá se foi um pedaço do beiço, aguá fria, papel higienico e 15 minutos depois do susto você se convence que aquele pedaço de carne não vai fazer falta e que agora com a experiência adquirida isso não vai se repetir, assim o ritual recomeça. Uma coisa é verdade o primeiro corte dói mais, acho que você acaba perdendo o medo do próprio sangue a medida que a hemorragia alcança niveis mais avançados. Perder peso correndo é coisa do passado, fazendo 30 minutos de barba devo ter perdido 200 gramas sem contar auquelo suor frio que começou a percorrer a espinha depois do talho no gogó… tenso.

No final o resultado é como uma rodovia federal, asfaltada e lisinha mas com buracos surpresa ao longo do trecho.

barba

O resultado seria o mesmo

Bela. Ludmila Dayer

Publicado: 27/10/2009 em Bela
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A loirinha que ficou famosa por aqui com a personagem Joana de Malhação e a espevitada “ninfa bebê” de Senhora do Destino, resolveu ir fazer sucesso na terra do Tio Sam, hoje mora em Los Angeles e está no ar em dois seriados da tv estadunidense “Rollers” e “Palomino”. Maldita politica de exportarções.

 

Enquanto isso no vazião…

Publicado: 26/10/2009 em Fotos, Humor
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pancada

Reparem que o policial imobiliza com um pisão no calcanhar enquanto desce o bambu no meliante, aplicação correta das táticas ensinadas na academia..